Júlio Delgado vai presidir a CPI de Brumadinho

Em post nas redes sociais, parlamentar juiz-forano reafirmou seu compromisso de “apontar os responsáveis” por tragédia


Por Tribuna

25/04/2019 às 16h40- Atualizada 25/04/2019 às 16h41

O deputado federal juiz-forano Júlio Delgado (PSB) foi eleito nesta quinta-feira (25) para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara dos Deputados para investigar as causas e os responsáveis pelo rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG). Pelas redes sociais, o parlamentar considerou o andamento dos trabalhos do colegiado como “mais um passo importante” e afirmou que presidirá os trabalhos com “honra” e “responsabilidade”.

“Reafirmo o meu compromisso de apontar os responsáveis por esta tragédia humana e ambiental. Além disso, damos prosseguimento aos trabalhos iniciados na Comissão Externa, em que sou relator. Nesta comissão, já apresentamos uma série de propostas para reforçar a segurança das barragens, de apoio às famílias vítimas de tragédias, do licenciamento, crimes ambientais, dentre outras medidas que visam punir exemplarmente os responsáveis pelas tragédias”, pontuou Júlio.

Além do juiz-forano, outro parlamentar mineiro, o deputado Rogério Correia (PT), foi eleito como relator da CPI. Pelos próximos 120 dias, a comissão irá investigar as causas e os possíveis responsáveis pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão, ocorrido em janeiro, naquela que é considerada uma das maiores tragédias ambientais do Brasil, que completou três meses nesta quinta e contabiliza 233 mortes confirmadas e 37 pessoas ainda desaparecidas. A primeira reunião de trabalho está marcada para a próxima terça-feira (30).

Os eventos relacionados à tragédia também são apurados em uma CPI instalada na Assembleia Legislativa de Minas gerais (ALMG). Em reunião realizada nesta quinta, Fernando Lima e Maria Regina Moretti, respectivamente, sócio e consultora da empresa Potamos, que trabalhou na análise de risco da barragem, afirmaram que o parâmetro utilizado para atestar a segurança da estrutura antes do seu rompimento não é convencionalmente aceito na área.