Acrônimo mira em 1º escalão de Pimentel


Por Tribuna

24/09/2016 às 07h00

Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em apartamento em BH

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Brasília (AE) – A Polícia Federal deflagrou ontem a nona fase da operação Acrônimo para investigar suposto pagamento de propina de R$ 3 milhões ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), pela OAS. Alvos de mandados de condução coercitiva, o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e o atual presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo Moura, não foram conduzidos para prestar esclarecimentos à delegacia porque não se encontravam em Belo Horizonte.

As informações foram reveladas pelo empresário Benedito Rodrigues Oliveira, o Bené, apontado como operador do petista em casos de corrupção, em delação premiada. Ele cumpre prisão domiciliar desde 17 junho após ser preso em abril. Esta fase da operação também investiga a relação das empresas Mop Consultoria e OPR no suposto esquema de pagamento de propina a Pimentel. A Mop foi aberta em novembro de 2012 por Rezende e Moura. Eles integraram o primeiro escalão da prefeitura de Belo Horizonte na gestão Pimentel (2001-2008) até 2012. Em 2015, voltaram a assumir cargos no Executivo mineiro.