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Paralisação atinge cerca de 90%


Por Tribuna

24/04/2013 às 07h00

O primeiro dia de paralisação dos professores das redes municipal e estadual de ensino em Juiz de Fora contou com a adesão de cerca de 90% dos docentes do município e deixou pelo menos 30% das escolas estaduais com déficit de profissionais. O movimento está relacionado ao movimento nacional de valorização da categoria, organizado pela Central Única dos Trabalhadores em Educação (CNTE), de Brasília. A paralisação segue até quinta-feira. Segundo a Prefeitura, 87% do efetivo ficou paralisado ontem. Já o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), aponta adesão de 92%.

De acordo com o coordenador-geral do Sinpro-JF, o vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT), caso não seja apresentada uma nova proposta pelo Executivo nos próximos dias, a previsão é de que a greve seja estendida por tempo indeterminado. O que foi proposto até agora é insuficiente para a reivindicação da categoria. A adesão de hoje (ontem) está sendo maior do que a semana passada. Durante o dia, o sindicato realizou passeata pelas ruas do Centro, com recolhimento de assinaturas de apoio ao movimento, no Calçadão da Rua Halfeld. O Executio reafirma que continua aberto a negociações e um novo encontro com os professores está marcado para hoje, às 10h30.

Na segunda, a Prefeitura divulgou concessão de reajuste de 10% sobre o Adicional Anual de Incentivo ao Magistério (AAIM) e extensão do benefício para diretores e vice-diretores. Os docentes querem que o benefício passe de R$ 200 para R$ 500. Os professores também negociam aumento de R$ 700 para R$ 1 mil sobre a Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM), para a qual o Executivo sinalizou reajuste de 10%. A classe reivindica aumento de 14,54% e cumprimento integral da Lei do Piso. Segundo a assessoria da PJF, a implantação da jornada extra-classe de um terço será feita em 2014. Sobre o aumento salarial, afirma que será feito de forma linear para todos os servidores.

Já os professores da rede estadual pedem a revogação da resolução nº 2.253/2013, publicada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) em janeiro desse ano, que determina que as aulas de educação física e ensino religioso para os alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental podem ser ministradas pelo professor regente. Segundo o diretor do Sind-Ute, José Maria Carneiro, 296 dos 1.857 professores do estado aderiram ao primeiro dia de movimento. A assessoria da SEE aponta paralisação de 30 das 99 instituições da rede.