Reunião na Câmara discute comércio ambulante

Preocupação é com a segurança dos pedestres que disputam espaço nas calçadas com os vendedores ambulantes


Por Tribuna

11/07/2019 às 20h04

Para debater questões sobre o comércio ambulante nas ruas centrais de Juiz de Fora, a Comissão de Segurança Pública da Câmara recebeu representantes do poder público e da sociedade civil na manhã desta quinta-feira (11). A preocupação, segundo o presidente da comissão, vereador Sargento Mello Casal (PTB), é com a organização do espaço urbano, levando em consideração a segurança do pedestre, de modo que ele possa transitar sem precisar sair da calçada por falta de espaço.

Conforme o parlamentar, vendedores ambulantes têm ocupado de maneira irregular as vias por onde circulam um grande número de pessoas. “Já temos legislação suficiente para agir, só que a fiscalização tem que ser feita periodicamente, para garantir que as pessoas possam transitar com segurança”, afirmou o vereador. A Tribuna esteve nas ruas do Centro, também nesta quinta, e confirmou o fato relatado durante o encontro.

Como observado na reunião, há no município uma determinação para que os pontos de venda sejam fixados em locais pré-determinados e ocupem um espaço de 1,20m x 0,80m. No entanto, conforme citou o representante da Associação de Apoio aos Vendedores Ambulantes, Cláudio Menezes, falta regulamentação e cumprimento por parte dos comerciantes. Apesar disso, o representante defende que não haja repressão e que as ações precisam ser estratégicas. “Se a gente trabalhar com inteligência, organizando uma rua de cada vez, com diálogo conseguiremos coibir os camelôs irregulares”, pontuou.

Plano de ação será apresentado

O coordenador da fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaur), Paulo Cesar Mariano, informou que a pasta, em reunião com o Executivo, irá elaborar um plano de ação para tentar solucionar a situação. De acordo com ele, em alguns casos a fiscalização tem dificuldade de ação sem o auxílio da Guarda Municipal e da Polícia Militar. A criação de um shopping popular também foi citada na reunião pelo representante da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Guilherme de Araújo Rodrigues. “A posição da CDL é no sentido de que se tenha um local específico para os ambulantes”.

Cláudio Menezes, da Associação dos Ambulantes, inicialmente se colocou contra a iniciativa de centralizar o comércio dos chamados camelôs em um espaço único. Ele se mostrou temeroso em relação a uma possível queda nas vendas, já que a grande parte da comercialização acontece devido à grande circulação de pessoas.

“Sou a favor de um lugar que seja estruturado, mas que tenha apoio, porque os camelôs são pequenos, não temos condições de divulgação na mídia, e nem como organizar essa infraestrutura”, argumentou. Para as próximas reuniões, ficou estabelecido que serão discutidas possíveis soluções com base nas informações que serão apresentadas pela Prefeitura e pela Associação dos Ambulantes.