Paralisações atingem várias categorias

Categoria bancária de agências públicas da área central aderiu em massa
O Dia Nacional de Mobilização teve a participação de pelo menos oito categorias em Juiz de Fora. Segundo informações da Central Única dos Trabalhadores (CUT), as paralisações temporárias ou parciais dessa quinta-feira foram feitas por metalúrgicos, têxteis, profissionais de telefonia, dos Correios, professores das redes estadual e particular e caminhoneiros. As categorias que tiveram adesão de forma maciça foram os servidores da UFJF e os bancários de agências públicas da área central. "Foi um movimento muito positivo, que reforça que Juiz de Fora está no mapa das manifestações. O recado da classe trabalhadora está dado", avalia o diretor regional da CUT, Oleg Abramov. Mesmo sem parar as atividades, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) também integrou os protestos. "Focamos nossas ações nas demandas do sistema de saúde e denunciamos a situação caótica vivida no Hospital de Pronto Socorro (HPS) com a falta de mão de obra e insumos. Nada funciona. Queremos melhorias e, caso nada mude nesse cenário, vamos mobilizar a categoria para uma paralisação."
As mobilizações tiveram início pela manhã. Por volta das 7h30, caminhoneiros se concentraram na BR-040, próximo ao Distrito Industrial, estendendo faixas com suas reivindicações. No entanto, conforme informou a Concer, não houve interdição da estrada. Na área central do município, algumas agências bancárias estatais não tiveram expediente. De acordo com o diretor de bancos públicos do sindicato, Watoira Antônio de Oliveira, a maioria dos privados realizou paralisação apenas entre 11h e 13h. Em apoio aos bancários, representantes do Movimento dos Sem Terra (MST) participaram da mobilização com cerca de 130 ativistas da região.
Segundo a direção local do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), 40% dos professores da rede estadual de Juiz de Fora cruzaram os braços. Na UFJF, a paralisação dos servidores afetou o funcionamento de algumas unidades. "Os dois restaurantes universitários ficaram fechados, assim como a Biblioteca Central e o sistema de transporte interno também não funcionaram. No HU, também houve paralisação. Mantivemos os trabalhos normalizados apenas na Central de Atendimento para a entrega dos envelopes de isenção do Pism", explica Paulo Dimas, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf).
Profissionais dos Correios engrossaram a paralisação. Pela manhã, houve ato na sede da unidade na Rua Espírito Santo, no Centro, e um grupo de servidores paralisou os trabalhos. Já na Agência Central dos Correios, na Rua Marechal Deodoro, a informação era de que alguns setores estavam de braços cruzados, porém o atendimento ao público estava normal. Os trabalhadores da Embrapa Gado de Leite também integraram a "greve geral". Segundo o presidente da Seção Sindical do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Neio Lúcio Ramos Silva, cerca de 50% dos funcionários estavam mobilizados durante o dia.
Entre os metalúrgicos, pela manhã, houve paralisação dos operários das fábricas ArcelorMittal e Mercedes-Benz. Ao todo, 2.500 profissionais interromperam atividades. Foi realizada assembleia do sindicato na porta das fábricas. A discussão envolveu as principais reivindicações da classe, entre elas a redução da jornada de trabalho, o repúdio às terceirizações e o fim do fator previdenciário.
No Bairro Fábrica, na Zona Norte, cerca de cem funcionários de uma empresa de call center, localizada na Rua Bernardo Mascarenhas, aderiram ao Dia Nacional de Luta e realizaram um ato, entre 8h e 10h, reivindicando melhores salários e auxílio alimentação, entre 8h e 10h. Segundo a delegada do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (Sinttel/MG), Thaís Pereira, o principal objetivo foi demonstrar a insatisfação com a empresa. As manifestações, incluindo a concentração no Parque Halfeld, foram acompanhadas ao longo do dia por um efetivo de 200 policias militares.









