Tópicos em alta: eleições 2018 / polícia / outubro rosa

Centrais sindicais realizam ato no ‘Dia do Basta’

Ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentou a Praça da Estação

Por Leticya Bernadete

10/08/2018 às 12h53 - Atualizada 10/08/2018 às 15h38

Estimativa do movimento é que cerca de 300 pessoas tenham participado do ato (Foto: Leonardo Costa)

Convocados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), centrais sindicais e movimentos sociais de Juiz de Fora aderiram à mobilização nacional do “Dia do Basta”, por meio de ato realizado nesta sexta-feira (10), na Praça da Estação. O protesto reivindicava, especialmente, pautas relacionadas aos trabalhadores, como defesa do emprego, aposentadoria e leis trabalhistas. A concentração começou por volta de 9h. Às 10h30, quando o número de presentes se tornou mais significativo, representantes de entidades trabalhistas e de movimentos estudantis e sociais iniciaram suas falas. A organização do evento estima que cerca de 300 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar não realizou levantamento do número de presentes.

De acordo com o presidente da CUT Regional Zona da Mata, Reginaldo Freitas de Souza, a chamada para o “Dia do Basta” foi a nível nacional, envolvendo oito centrais. Além da CUT, são elas: Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CSP Conlutas), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral de Trabalhadores (UGT).

Além das pautas trabalhistas, o movimento ocorreu, também, para pedir por justiça pela morte de Marielle Franco e pela liberdade do ex-presidente Lula, segundo Reginaldo. Com gritos de “basta”, o presidente da CUT Regional também chamou atenção para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita por 20 anos os gastos públicos. “Há uma retirada de investimento na saúde, educação e segurança. Esse é um ato de resistência contra o governo, que tem uma política de retirada de direitos.”

O conteúdo continua após o anúncio

Educação em pauta

A educação também esteve em pauta durante a manifestação. Às 6h desta sexta-feira, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Associação dos Professores do Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF), iniciaram uma concentração no prédio da reitoria da UFJF. De lá, o movimento seguiu ao Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (MAM), para realização de panfletagem. No final da manhã, seguiram até a Praça da Estação para unificar com o ato do “Dia do Basta”.

De acordo com Flávio Sereno, coordenador geral do Sintufejuf, os serviços administrativos da UFJF não iriam funcionar nesta sexta, já que a reitoria estaria fechada, bem como o RU do Centro e os ônibus circulares na universidade. Além das pautas trabalhistas, a mobilização dos servidores federais tratou sobre os cortes de bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e orçamento para ciência e educação. “Nós acrescentamos a necessidade de se garantir uma data base aos trabalhadores de serviço público, uma campanha salarial para essas categorias que estão com seu salário defasado, e, mais recentemente, luta pelo não corte das verbas para a educação. Há pouco tempo, foi anunciado que seriam cortadas as bolsas da pós-graduação, bolsas de pesquisa para o desenvolvimento da ciência e tecnologia. Nos preocupamos também com a possibilidade desses cortes que foram anunciados”, explica Sereno.

Durante o ato na Praça da Estação, movimentos estudantis e populares também chamaram atenção para outras questões relacionadas à educação, como a Reforma do Ensino Médio. Para Berenice Alves, coordenadora e representante da Frente Brasil Popular (Juiz de Fora e Zona da Mata), toda a sociedade deve se mobilizar. “A educação é a coisa mais importante de um país, e o pessoal da educação é constantemente atacado. Agora, estão com a mudança no currículo. A educação dessa forma vai robotizar o ser humano mais do que já está robotizado”.

Tópicos:

Receba nossa
Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail





Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia