Organizações fazem ato contra desmonte ambiental nesta quarta em JF
Com pautas nacionais e locais, movimento reunirá, nesta quarta-feira (5), entre 14h e 17h, diferentes grupos em frente ao Central
Alinhados em prol do Dia Mundial do Meio Ambiente, cerca de 20 organizações, como coletivos, associações e grupos de estudo, organizarão, nesta quarta-feira (5), entre 14h e 17h, em frente ao Cine-Theatro Central, o ato “Não ao desmonte ambiental!”. Além de críticas a atividades de extração mineral, utilização de agrotóxicos e produção de lixo, os ambientalistas protestarão contra a agenda do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Além disso, pautas locais como as políticas públicas de urbanização do Município de Juiz de Fora serão discutidas, na esteira da recente discussão pública sobre empreendimentos habitacionais a serem construídos nos bairros Vale do Ipê e Vina del Mar.
“O mote maior do evento é o anúncio da necessidade de uma sustentabilidade plural e inclusiva, mas, também, a denúncia do desmonte ambiental que estamos sofrendo especialmente neste Governo (federal). Teremos, também algumas associações de moradores trabalhando no abaixo-assinado sobre a questão urbanística de Juiz de Fora”, explica Angélica Consenza, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Coordenadora do Grupo de Educação Ambiental (GEA), Angélica também enumerou algumas atividades programadas para o movimento. “Teremos várias instalações pedagógicas, contação de histórias, músicas, apresentações de rap, jogos pedagógicos etc.”
Os manifestantes discutirão ainda a conjuntura local, sobretudo a respeito do adensamento urbano e dos empreendimentos habitacionais. Representantes das associações de moradores recolherão assinaturas para abaixo-assinado a ser entregue à Prefeitura de Juiz de Fora. “As nossas políticas públicas locais são muito defasadas em relação àquilo que se projeta em termos de proteção urbanista”, afirma Angélica. “Não temos nenhum controle sobre a quantidade de edificações, quais são os melhores pontos para se crescer urbanisticamente, e qual é o controle necessário do adensamento habitacional e de acesso a serviços ambientais.”
O movimento reunirá ainda organizações como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Minas Gerais, Associação Lixo Certo (Alicer), o Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea) e outras.









