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Júlio Delgado tenta forçar 2º turno


Por Tribuna

02/02/2013 às 07h00

Enquanto o senador Renan Calheiros (PMDB), na tarde desta sexta-feira (1), confirmava o favoritismo e se elegia mais uma vez para a Presidência do Senado, o deputado federal Júlio Delgado (PSB) concentrava esforços em Brasília para tentar contrariar os prognósticos e vencer a disputa pelo comando da Câmara Federal. Sua aposta para vencer o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), considerado favorito pelo apoio recebido pelos partidos da base governista, é levar o pleito para o segundo turno. Pelas regras da Câmara, se nenhum candidato conseguir a maioria dos presentes na sessão, um segundo turno terá de ser realizado entre os dois mais votados tão logo seja encerrada a primeira votação. Os parlamentares elegerão o presidente da Casa na sessão marcada para as 10h da próxima segunda-feira (4). Além de Júlio Delgado e Eduardo Alves, também concorrem à presidência da Câmara Federal os deputados federais Rose de Freitas (PMDB) e Chico Alencar (PSOL). O registro das candidaturas para os sete cargos da Mesa Diretora e quatro suplências termina às 22h de domingo (3).

Mesmo como todo favoritismo de Eduardo Alves, a avaliação de Júlio Delgado é de que pode haver surpresas. Sua estratégia de chegar ao segundo turno ganhou força com a confirmação da candidatura de Chico Alencar na última quinta-feira. Estamos trabalhando com entusiasmo nessa reta final para levarmos a eleição para o segundo turno. A chegada do Chico (Alencar) e a permanência da Rose (de Freitas), que sofreu uma pressão muito grande de seu partido, podem consolidar nosso sonho. A partir daí, a história será outra. Além da multiplicidade de candidaturas, ele tem a seu favor a eleição de Renan Calheiros no Senado. Para aliados de Eduardo Alves, a marcação de datas distintas para as eleições da Câmara e do Senado quebram a tradição no Congresso de eleições simultâneas nas duas Casas. Eles temem que a vitória no peemedebista entre os senadores, venha interferir na disputa dos deputados, pelo fato de Júlio Delgado ter questionado o comando do Parlamento nacional nas mãos de um único partido.