Permanece impasse entre e PJF e Sinpro
Durante reunião realizada ontem, a 16ª desde o início do ano, Prefeitura e Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) mantiveram impasse. Em greve desde a última sexta-feira, os professores da rede municipal de ensino exigem avanços nos principais pontos da pauta de reivindicação, como o cumprimento imediato da Lei do Piso, que determina que um terço da jornada seja realizado fora da sala de aula, e o reajuste salarial de 14,54%. Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura afirmou ter apelado para que o magistério retorne às aulas em nome do diálogo estabelecido pela gestão. Os eventuais pontos discordantes podem ser debatidos na mesa de negociação permanente, sem necessidade de uma medida extrema como a greve, que não é do interesse da Prefeitura nem do sindicato, além de prejudicar a população, afirma o secretário de Administração e Recursos Humanos, Alexandre Jabour, no documento.
De acordo com a coordenadora-geral do Sinpro, Aparecida de Oliveira Pinto, até o momento, o Executivo não apresentou qualquer nova proposta que atenda às exigências já enviadas pela categoria. Os docentes pedem ainda aumento de 150% sobre o valor do Adicional Anual de Incentivo ao Magistério (AAIM) e extensão do Reajuste da Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM) para aposentados, como forma de bonificação. Vamos continuar com o movimento, arrecadando assinaturas de apoio da população e com panfletagens no Centro. Na nota enviada pela PJF, o procurador-geral do município, Leonardo Guedes, lembrou a decisão do Tribunal de Justiça que não obriga o município a aplicar a Lei do Piso de imediato, devido o impacto causado sem previsão orçamentária para este ano. A medida foi prometida pela Prefeitura a partir de 2014.
Uma nova rodada de negociação foi agendada para amanhã, às 9h. Logo em seguida, às 14h, acontece outra assembleia da categoria para definir os rumos do movimento.
Médicos
Na noite de ontem, o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, foi à tribuna livre na Câmara. O sindicalista informou as reivindicações que integram a pauta já entregue ao Executivo, destacando a luta pela adoção do piso nacional determinado pela Federação Nacional dos Médicos, de R$ 10.412. Os profissionais também cobram, entre outros pedidos específicos, a equiparação com os demais servidores de nível superior, que, com jornada de 40 horas, recebem 25% a mais que os médicos, que têm carga semanal de 20 horas. Líder do Governo na Câmara, o vereador Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC) defendeu que, desde o início da gestão Bruno Siqueira, a PJF trabalha na busca por um entendimento com a categoria.









