Justiça interna adolescente apontado como líder de grupo que planejava ataques a igrejas e escolas em Minas
Decisão cita liderança em grupos virtuais e menções a planejamento de ataques e a crimes envolvendo crianças e adolescentes
De acordo com a representação apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça de Ituiutaba, o adolescente exercia papel de liderança em comunidades virtuais fechadas, conhecidas no ambiente digital como “panelas”, formadas por pessoas de diferentes regiões do país. Segundo o MPMG, os integrantes mantinham vínculo e divisão de tarefas voltadas ao incentivo e ao planejamento de atos de terrorismo doméstico, ao compartilhamento de pornografia infantil e à prática de condutas de violência contra pessoas e animais.
“A estabilidade e a permanência da associação restam evidenciadas pelas interações contínuas registradas entre os meses de novembro e dezembro de 2025, pela coordenação logística voltada à obtenção de armamentos, fabricação de artefatos incendiários e articulação com grupos estrangeiros, com o objetivo de conferir repercussão internacional às ações violentas planejadas pela célula liderada pelo adolescente”, afirma o promotor de Justiça Felipe Issayama.
Segundo o Ministério Público, nas interações do grupo foram identificados planejamentos de ataques a templos religiosos e de massacres em escolas, além de referências a sequestro e tortura de pessoas em situação de rua. Também foram encontrados vídeos com mutilações de animais e menções a armazenamento e distribuição de pornografia infantil. A representação aponta ainda condutas como indução à automutilação e ao suicídio e prática de atos libidinosos sob ameaça.
“As conversas revelam motivação baseada em ódio racial e religioso, com reiteradas manifestações de ideologia nazista e declarações hostis direcionadas a evangélicos. O representado destacou-se pela posição de liderança, incentivando a todo momento a violência e fornecendo instruções técnicas para a execução de ‘massacres’ coordenados em diferentes unidades da federação”, alerta o promotor.
Na decisão, proferida na quarta-feira (28), o juiz ressaltou a gravidade dos atos infracionais atribuídos ao adolescente: “No caso em tela, houve multiplicidade de atos infracionais violentos contra crianças, adolescentes, mulheres e animais. Atos infracionais análogos a associação criminosa, atos preparatórios de terrorismo, estupro, induzimento à automutilação e ao suicídio, maus-tratos a animais domésticos e distribuição e armazenamento de pornografia infantil”.
O adolescente permaneceu internado durante a instrução processual e teve negado o direito de recorrer em liberdade.
*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe*
Resumo desta notícia gerado por IA
- Justiça determinou a internação de um adolescente de Ituiutaba por prazo mínimo de dois anos, após representação do MPMG.
- MPMG afirma que o adolescente liderava comunidades virtuais fechadas chamadas “panelas”, com integrantes de diferentes regiões do país.
- Representação cita incentivo e planejamento de atos de terrorismo doméstico e menções a crimes envolvendo pessoas e animais, além de pornografia infantil.
- Decisão judicial destacou a gravidade dos atos infracionais apontados e negou ao adolescente o direito de recorrer em liberdade.









