Minas Gerais registra cinco mortes por febre amarela em 2025; vítimas não eram vacinadas

Estado já confirmou 15 casos da doença neste ano e tem outros 50 em investigação; JF não registra casos até o momento, mas cobertura vacinal na cidade é considerada baixa


Por Tribuna

09/07/2025 às 12h20

Cinco pessoas morreram por febre amarela em Minas Gerais este ano, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Os óbitos foram registrados nos municípios de Extrema, Pouso Alegre, Monte Sião, Soledade de Minas e Maria da Fé, todos localizados no Sul do estado. As vítimas eram do sexo masculino, não haviam sido vacinadas contra a doença e foram infectadas nos próprios municípios de residência, considerados o local provável de infecção.

Ainda de acordo com a SES-MG, até a quinta-feira (3), o estado havia confirmado 15 casos de febre amarela neste ano. Outros 50 seguem em investigação e são considerados suspeitos. Em Juiz de Fora, não há registros, nem de casos confirmados, nem suspeitos até o momento.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos, e pode ser prevenida com uma única dose da vacina. Em Minas, a cobertura vacinal entre crianças menores de 1 ano é de 87,63%. No entanto, Juiz de Fora apresenta uma taxa mais baixa: 63,36%, segundo dados do Painel do Ministério da Saúde. A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), e questionou sobre a cobertura vacinal na cidade. A Administração municipal não havia retornado até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário de rotina e está disponível nos postos de saúde. A SES-MG reforça a importância da imunização, especialmente em regiões com registros da doença ou em áreas de mata, onde há maior risco de circulação do vírus.

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Imunização contra a doença em Juiz de Fora é considerada baixa, de acordo com dados preconizados pela Saúde (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quem deve se vacinar

  • Crianças de 9 meses a 4 anos devem tomar uma dose aos 9 meses e uma dose de reforço aos 4 anos;
  • Quem tem entre 5 e 59 anos e nunca foi vacinado deve receber uma dose única;
  • Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018 devem receber uma dose de reforço padrão,
  • Crianças entre 6 e 8 meses e pessoas a partir dos 60 anos devem ser avaliadas individualmente por um médico para definir a necessidade da vacina.
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