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Os pés pelas mãos


Por RENATO SALLES

31/08/2012 às 07h00

O grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro está, no mínimo, estranho. A diferença entre o Tupi, nono colocado e na zona de rebaixamento, para a Chapecoense, líder da chave, é de apenas 6 pontos. Faltando nove partidas e 27 pontos em disputa, não é impossível imaginar que o Galo Carijó possa sonhar em fechar a fase de classificação no topo da tabela, ou, o que é mais provável e teria o mesmo efeito, entre as quatro primeiras posições, que dão vaga para a próxima fase do certame.

Para cumprir tal objetivo é preponderante conquistar pontos longe de Juiz de Fora. Amanhã, no Marrentão, na Baixada Fluminense, o Tupi terá mais uma oportunidade para buscar sua primeira vitória fora de casa, contra o Duque de Caxias, que também briga na parte de baixo da tábua de classificação. Segredo de sucesso não há, mas um bom conselho para time e jogadores é ousar. Quem joga para e pensando em vencer fica muito mais próximo do triunfo, enquanto quem entra em campo pensando que o empate é um bom resultado acaba flertando com a derrota.

Acompanhei praticamente todos os jogos da equipe na competição. Falo de janela: não há jogo fácil nesta Série C. Mas também não há partida difícil. Todos os times do grupo B, sem exceção, apresentam níveis técnicos semelhantes. Isso justifica a pequena distância entre Tupi e Chapecoense na tabela, por exemplo. Todas as derrotas ou vitórias carijós na competição foram decididas por meros detalhes. Sendo assim, há razões para o torcedor juiz-forano renovar suas esperanças, graças ao reforço recente do meia Hugo, um jogador detalhista, de bola parada afinada, chutes precisos e passes improváveis.

Não tenho dúvidas que o sucesso do Tupi no Brasileirão passará pelo aproveitamento de Hugo. Até mesmo para dar uma chacoalhada no outro camisa 10 do Carijó, Michel Cury, que vem fazendo uma Série C de pouco brilho. Como brinquei ontem no SuperBateBola da Rádio Solar AM, neste momento, a escalação deve ser pensada da seguinte forma: é Hugo e mais dez. E que o apoiador resolva, no detalhe, como contra a própria Chapecoense no último sábado.

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