A história do rádio nas copas
Um grupo de pesquisadores juiz-foranos lança na cidade, na próxima terça-feira, uma obra que promete mexer com a memória e a emoção de quem acompanha a história do futebol e dos meios de comunicação. O livro O rádio e as copas do mundo tem noite de autógrafos em Juiz de Fora a partir das 19h, na Sociedade de Medicina e Cirurgia.
Com textos dos professores Márcio Guerra, Ricardo Bedendo e Chistiane Paschoalino, além do mestrando Rômulo Siqueira e do especialista Felipe Mostaro, a obra faz uma viagem pela evolução das transmissões de rádio dos mundiais de futebol desde 1938 até 2010. Ao todo, são 21 autores e 17 artigos contando aspectos diversos da evolução e transformação da transmissão do maior evento do futebol no planeta pelos emissoras de rádio brasileiras. Há textos que abordam as características mais globais, e outros bem focados nas nuances regionais das transmissões, explica Bedendo.
No caso dos juiz-foranos que fazem parte da obra, cada autor abordou um Mundial especificamente. Do grupo daqui de Juiz de Fora, eu escrevi sobre a Copa de 1982, o Márcio abordou a Copa de 1970, a Christiane escreveu sobre 1974, enquanto o Felipe aborda 1938 e o Rômulo foca em 2002, explica Ricardo.
A ideia de fazer o livro surgiu há dois anos, no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom) de 2010, e ganhou força um ano depois, já que o tema do encontro este ano era Esporte na Idade Mídia. Também aproveitamos que o tema está em alta, já que a próxima Copa será no Brasil, acrescenta Bedendo.
Segundo Guerra, a intenção da obra é mostrar as várias faces do rádio ao longo das copas. O livro é resultado da colaboração de dois grupos de pesquisa do Intercom – Rádio e Mídias Sonoras, e Comunicação e Esporte. A ideia foi contar a performance do rádio nas história dos mundiais de futebol e como ele se transformou para lidar com novidades, como o surgimento da televisão e, mais recentemente, da internet, por exemplo, explica.
Para Guerra, o rádio foi um veículo de comunicação fundamental na relação do brasileiro com o futebol e continua sendo um veículo eficiente mesmo com o aparecimento das novas mídias. É preciso destacar que o rádio atua na consolidação do futebol como paixão nacional do Brasil e vive seu auge dos anos 1940 aos anos 1970, época também de estabelecimento do esporte como tal. Com a vinda da TV, adaptou-se e, com o surgimento da internet, também. Tudo sem deixar de ser elemento importante nessa paixão do torcedor, exacerbada em épocas de Copa. Hoje, o rádio sabe como utilizar a grande rede a seu favor, o que garante ampla interatividade com o ouvinte, considera.









