Papo de gandula
Não abandono
Caros e caras, só porque eu falei no Super Bate-Bola da Rádio Solar, na última sexta-feira, que ele era frangueiro, o goleiro Juninho, do Caxias, aquele mesmo, ex-Atlético-MG e Vitória-BA, resolveu pegar tudo contra o Tupi, garantindo a vitória de seu time por 1 a 0 no domingo. Parece até lição do destino. Queimei a língua, e o Carijó deixou de somar um pontinho que seja, tornando ainda mais árdua a missão se evitar o rebaixamento para a Série D em 2013.
Aliás, essa assombração da queda parece feia mesmo para o clube de Juiz de Fora. Mas sou daqueles que acredita que a equipe tem força para, nesses últimos cinco jogos, reverter a situação. Nunca fui de abandonar o clube em finais de partidas – como um grande grupo teimoso insiste em fazer no Estádio Municipal, perdendo momentos mágicos do Tupi em confrontos memoráveis – ou em horas difíceis. Não seria agora que iria começar.
São cinco partidas das quais o Carijó faz duas em casa – essas com obrigação de vitória – e três confrontos além das fronteiras da Princesa de Minas. Nesses jogos, a meu ver, o Carijó não pode mais ser derrotado. Tem que, pelo menos, voltar para Juiz de Fora com 1 ponto em dois e conseguir uma vitória para ficar na Série C. Não é tarefa fácil, mas enquanto depender só de suas forças, o clube local lutará, estou certo.
Reparou que não falei de adversários? Pois é, nessa hora, acredito que conta menos quem está do outro lado, quem enfrentará o Tupi e por qual condição briga na competição, seja para chegar no G4 ou para não correr risco de rebaixamento. O que importa agora é o Carijó, seus jogadores. O que eles querem dar, o famigerado algo mais em vontade e determinação para evitar a queda do clube no ano de seu centenário. Nesse momento, até qualidade técnica e eficiência tática ficam um pouco de lado, e é o brio dos atletas que conta. Isso sei que esse grupo tem, por isso acredito neles. Quanto ao clube, não o abandono, seja em que série estiver!









