Papo de gandula
Caros e caras, a Olimpíada de Londres bate à porta. Confesso, não estou cheio daquele tradicional espírito olímpico brasileiríssimo que geralmente me invade nesses anos de Jogos. Talvez as decepções com os brasileiros em Pequim 2008 ainda estejam muito frescas na memória para eu digerir. Na minha visão, esses jogos na Inglaterra, pelo menos para o Brasil, têm que ser encarados como preparação para fazer o dever de casa no Rio, em 2016.
Claro, mesmo um tanto ressabiado com o possível desempenho brasileiro, não deixarei de acompanhar tudo, torcendo como se não houvesse atletas melhores que os nossos em suas provas e partidas. Além de conferir o que o Brasil vai fazer de bom e de ruim, tem outras grandes atrações para se estar ligado.
Não dá para perder os desempenhos, para o bem ou para o mal, de feras como o velocista jamaicano Usain Bolt, a equipe americana masculina de basquete – não, você vai me ver chamado essa equipe de time dos sonhos em inglês -, a saltadora russa Yelena Isinbayeva, o nadador americano Michel Phelps, o ciclista britânico Bradley Wiggins e o time argentino feminino de hóquei na grama, entre diversos outros. É tempo de acompanhar tudo e, se perder algo, ver o videoteipe de noite e de madrugada.
Para mim, essa Olimpíada será diferente também por ser a primeira do Arthur. Espero poder passar para meu filho o que representa esse evento que, além de coroar os melhores em cada esporte com medalhas, é um grande congraçamento entre países e uma ótima oportunidade de adquirir conhecimento sobre outras culturas.
Enfim, apesar do pé atrás com o que o Brasil pode fazer em Londres, estou, aos poucos, me preparando para viver mais uma Olimpíada e, claro, debater e discutir com os milhares de especialistas que surgem a cada esquina e conversa de botequim durante os Jogos. Devo estar, finalmente, entrando no espírito olímpico.









