Juiz-forano Matheus Mazzei busca o bicampeonato brasileiro de rally
Navegador é o atual campeão da competição; ele foi o entrevistado do programa “Dá Jogo” nessa quarta (22)
O navegador juiz-forano Matheus Mazzei, campeão do “Rally RN 1500″ no último sábado (18), juntamente com o piloto Rodrigo Varela, da equipe CAN-AM Energy, já se prepara para o próximo desafio pelo Campeonato Brasileiro de Rally. Do dia 12 ao 17 de maio, Mazzei e Varela irão disputar o “Minas Brasil”, prova em que são os atuais campeões, em Araxá. Em entrevista ao Dá Jogo, programa de esportes do YouTube da Tribuna de Minas, Matheus projetou o restante da temporada, explicou a importância da navegação em uma prova e detalhou a sua preparação física e mental.
Diferentemente do “Rally RN 1500″, composto por diversos tipos de terreno, o “Minas Brasil” apresenta um trajeto em meio às serras do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. “São aquelas estradinhas de terra sem erosão, que o carro vai no máximo o tempo todo, com muita curva, descida e subida. Tem que tomar até um remédio para não ficar enjoado, porque é igual a um tobogã. É muito gostosa a prova de Araxá, ela é muito rápida”, analisa Matheus.
Após o “Minas Brasil”, Matheus e Rodrigo irão competir no Jalapão em junho, no “Sertões Series Paraná” em julho, o “Rally dos Sertões” em agosto, e o “Sertões Series São Paulo” em novembro. Atual campeão brasileiro, o navegador entende que defender o título será uma missão ainda mais difícil. “Você ali é o alvo da flecha, e está todo mundo querendo te acertar”, afirma.
Trabalho em parceria
Nos rallys de velocidade, os pilotos e navegadores largam de forma individual no início de cada trecho. Ao final das etapas, o tempo percorrido é somado, juntamente com as penalizações, caso elas aconteçam, para determinar o tempo final e o vencedor da prova. Por isso, é fundamental que Matheus e Rodrigo estejam extremamente entrosados para percorrerem as estradas no menor tempo possível e sem penalizações ou intercorrências, como uma troca de pneus, por exemplo.
Matheus conta que os navegadores recebem, cerca de uma hora antes da largada, uma planilha com símbolos, que representam os obstáculos da prova, e um hodômetro, e que a sua função é repassar ao piloto as informações sobre o percurso da forma mais clara e objetiva possível.
“Nós estamos a 135 km/h, o Rodrigo está passando em uma estrada que ele nunca foi na vida dele, eu estou passando a estrada também que eu nunca naveguei na minha vida, e eu tenho que passar para ele a inclinação da curva, o grau da curva, o mataburro, se ele tem vão central, se tem um buraco no meio, se a ponte é estreita, se a ponte é aberta, tudo isso vem desenhado para mim na minha planilha, só que não vem escrito para mim”, detalha o navegador.

Para realizar o trabalho de navegação da melhor maneira possível, Matheus se prepara tanto fisicamente quanto psicologicamente.
“Eu treino bastante, porque aguentar uma prova de 300 quilômetros, socando o tempo todo, dói o pescoço, por mais que a suspensão seja maravilhosa. Eu acho que, quanto mais leve, mais esperto eu estou para poder descer do carro, trocar um pneu, fazer uma manutenção, e isso ajuda muito. Eu e o Rodrigo temos a média de trocar pneu em dois minutos e meio, enquanto tem duplas que demoram seis, oito, dez minutos para trocar o pneu. Eu estou sempre me preparando para isso também. Eu não quero que o pneu fure, mas se furar, eu estou preparado para trocar de uma maneira bem rápida”, diz o juiz-forano.
A cada edição, as provas de rally apresentam um trajeto inédito, o que impede os pilotos e navegadores de treinarem para as competições. Por isso, para Matheus, a concentração no momento da disputa é fundamental. “O treino é na prova mesmo. Por isso a importância dessa preparação, para você manter o foco, o entendimento do que deve ser feito durante a prova”, explica.
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