Na orelha da bola: É pra todo mundo
É tempo de Olimpíada.
É tempo de ligar a televisão a qualquer hora do dia e assistir a provas de esportes sobre os quais você não entende bulhufas. Na Rrrrrrrrrrrecord dessa vez, viu? Ou no Sportv, se você for da bombante classe C para cima e tiver TV por assinatura.
É tempo de torcer pelo Cesar Cielo, pelo Giba, pela Marta, pelo Neymar e… pelo resto do pessoal!
Olimpíada é assim: o momento máximo do esporte – sem contar o futebol. É a hora em que a rapaziada presta atenção em modalidades que nunca têm chance de aparecer para o grande público. Taekwondo, tênis de mesa, handebol, tiro com isso, tiro com aquilo… até vôlei e basquete, que têm um bocadinho mais de exposição que os outros, ganham um gás extra.
A gente às vezes não entende nada, mas gosta de ver assim mesmo. Hipismo, badminton, remo (só o finalzinho), vela (só a comemoração)… a gente vai vendo. Mas só se tiver brasileiro, porque ver sem entender e ainda por cima sem ter pra quem torcer… aí não dá.
E tem as provas que o pessoal vê porque fica naquela expectativa de alguém se arrebentar todo. Como nos saltos ornamentais. E outras em que a gente fica ligado porque o atleta chama atenção, fisicamente falando. Tipo levantamento de peso.
Tem de tudo.
Mas estou falando do público médio, viu?
Porque o pessoal que acompanha esporte com um pouquinho mais de atenção já conhece os craques da Seleção de basquete que atuam na NBA, o povo do vôlei de roupa e do vôlei sem roupa, algumas beldades da natação (cujas provas são bem rapidinhas e dá para acompanhar de pé, no caminho entre a cozinha e o banheiro), a Fabiana Murer, o Diego Hypolito, a Daiane dos Santos, a Maurren Maggi…
Estes aí e alguns poucos outros atraem a audiência dos entendidos.
Mas dos leigos também, porque Olimpíada é assim: é pra todo mundo.









