Papo de Gandula: reunir é igual a adiar
Caros e caras, se eu duvidava só um pouquinho, a confusão das séries C e D do Brasileiro me provou por a + b que o melhor modo de não se resolver nada e adiar decisões é fazer uma reunião. Tudo bem, já devia saber disso há muito mais tempo nesses meus 33 anos, mas dessa vez tive a prova cabal.
Foi reunião de tudo quanto é jeito: de clubes com clubes, de advogados com clubes, de federações com clubes e, finalmente, da CBF e o STJD com os clubes. Nenhuma delas resolveu patavina. A cada encontro, não só a imprensa como a razão maior de existirem as disputas, os torcedores, ficavam mais e mais confusos.
Se há algo de bom a se extrair desse quiprocó todo foi que pelo menos ganhei alguns pontos com meu pai e meu irmão pagando um pouco da minha língua. Nem um pouco afeito às entrelinhas das leis, fiz vestibular para cursar direito, passei, mas também fui aprovado em comunicação social e preferi seguir meu caminho escrevendo minhas mal-traçadas. Por conta dessa confusão de tribunais, tive que exercitar forçadamente o lado jurídico do cérebro – todos temos, senão não haveria a Justiça em si – e desafiar os termos do vernáculo advocatício. Não sei se fui bem, mas pelo menos não levei bronca na casa da minha mãe.
Mesmo com a evolução pessoal, acredito que, sem ter que se encontrar com ninguém, a entidade máxima do futebol nacional já poderia ter definido de vez, por ordem, a queda de braço a seu favor, desfiliando quem estava na Justiça comum e começando as competições para não prejudicar a maioria por conta da minoria. Não o fez e, hoje, há expectativa de uma solução nesse estilo. Isso se a reunião do início da tarde não adiar mais uma vez o fim dessa novela chata.









