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Na orelha da bola: e se o Drubscky estivesse aí?


Por Wendell Guiducci - Editor

13/09/2012 às 07h00

Acompanho as campanhas do Atlético-PR, nos estaduais e nacionais, sempre que posso. É uma simpatia que vem sendo nutrida há 15 anos, desde que vi a dupla Oséas e Paulo Rink brincar de jogar bola numa goleada de 4 a 2 sobre o Paranavaí, na ainda modesta Arena da Baixada, que seria transformada no fim daquele mesmo ano de 1997 no mais moderno estádio do Sul do Brasil. De junho para cá, acompanho com uma atenção especial, já que o homem no olho do Furacão é Ricardo Drubscky, que levou o Tupi ao título mais importante de sua história centenária, o de campeão da Série D do Campeonato Brasileiro.

Drubscky estreou como técnico no Rubro-Negro com um empate de 0 a 0 com o Goiás, quando assumiu o Atlético em junho deste ano. Àquela altura o time estava caindo pelas tabelas e o rebaixamento já assustava a torcida no Paraná. E foram mais três jogos sem vencer até o time engrenar com uma vitória sobre o ABC. Mandando as partidas em Paranaguá, sem a força incontestável da infernal Arena da Baixada, em reforma para a Copa de 2014, o Furacão foi fazendo uma vítima aqui, outra ali…

Agora já são nove jogos de invencibilidade, com sete vitórias no período e dez gols marcados só nos dois últimos duelos. E, de ameaçado pela zona da degola, entrou no G4 da Série B. E a gente, inevitavelmente, fica pensando… e se o homem ainda estivesse aqui? Será que adiantaria? Com todo respeito ao talento do Drubscky – e à sua personalidade cativante -, eu acho que milagre ele não faria.

O planejamento do Tupi para a Série C foi falho. Não tivesse sido, o clube não estaria aí a contratar um punhado de jogadores quando a competição entra em sua reta decisiva, como quem convida gente para o funeral de um moribundo cuja morte se avizinha inexorável.

Nem Drubscky nem ninguém pode trabalhar nestas condições.

Drubscky não faria milagre.

E, além do mais, Drubscky não pagaria os jogadores em dia, por certo.