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Sem Surian, Osmar Coelho comanda os treinos do Tupynambás

Felipe Surian está no Rio de Janeiro em razão do curso de treinadores da CBF; auxiliar técnico jogou pelo Tupi entre 2015 e 2016


Por Tribuna

12/12/2018 às 21h05- Atualizada 12/12/2018 às 21h15

Comandado pelo auxiliar técnico Osmar Coelho, o elenco do Tupynambás realizou, na tarde desta quarta-feira (12), no Estádio José Paiz Soares, sessões técnicas e táticas de treinamento. Em razão do curso de treinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – CBF Academy, Felipe Surian ausenta-se do início da pré-temporada, confiando ao restante da comissão técnica, sobretudo Osmar, a condução dos trabalhos. As sessões têm acontecido em período integral; entre manhã e tarde, treinamentos físicos, técnicos e táticos.

Osmar-Coelho
Como jogador, o agora auxiliar técnico Osmar Coelho foi comandado por Surian no Tupi, no Volta Redonda e no América (RN) (Foto: Marcelo Ribeiro)

“A resposta do grupo está sendo muito positiva. É um grupo trabalhador, muito focado. O Felipe [Surian] me dá a autonomia como auxiliar. Ele deixou os trabalhos a cargo da comissão – eu e [Luiz Carlos] Caldiron. Esperamos que quando o Felipe chegue, o pessoal passe boas informações do trabalho”, disse Osmar Coelho, que encerrou a carreira como jogador ao fim de 2017. Osmar e Surian mantêm relações desde os 15 anos, à época jogadores das categorias de base do América; trabalharam juntos, como comandado e comandante, respectivamente, no Tupi, em 2015, no Volta Redonda, em 2016, e no América (RN), em 2017. “Há quatro anos Felipe pede para eu encerrar a carreira para acompanhá-lo na comissão técnica. No fim de 2017, tomei a decisão de parar. Até mesmo quando jogava, já me preparava um pouco”, contou Osmar. Formado em Administração, cursa, atualmente, Educação Física.

Agora, como membro da comissão técnica, Osmar liderou, nesta quarta, junto ao preparador físico Luiz Carlos Caldiron, treinamentos em que ordenava aos atletas compactação e concentração no posicionamento em campo, além de precisão em finalizações e cruzamentos. Sobre os conceitos de jogo, Osmar pede cautela, sobretudo pelo processo de conhecimento dos jogadores do elenco. “Felipe pede marcação muito forte, compactação e saída rápida para o contra-ataque, o que é facilitado pelo nosso campo, que é grande; um campo bom, no qual não existe a pressão da torcida, por mais que o estádio esteja cheio. Procuramos, dentro das condições que nos foi dada, formar um time de jogadores rápidos e habilidosos, principalmente os de beirada de campo.”

Glaysson seguirá no elenco
Titular da meta alvirrubra durante o Módulo II do Campeonato Mineiro, Glaysson, 39 anos, seguirá no elenco do Tupynambás na temporada 2019. Em Juiz de Fora, entre 2015 e 2016, o arqueiro defendeu também o Tupi. Glaysson junta-se, assim, a Bruno, João Paulo e Renan Rinaldi. Em contrapartida, o atacante Richard, 22 anos, anunciado na apresentação do elenco, ainda não treina em razão de questões contratuais a serem resolvidas.

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‘Não podemos entrar dormindo na competição’

Anderson-Lateral-Esquerdo-Tupynambás
Revelado pelo Flamengo, Anderson (à direita, colete verde) foi vendido ao Vitesse, da Holanda, antes de estrear pelos profissionais; será o seu quarto Campeonato Mineiro (Foto: Marcelo Ribeiro)

Dentre os laterais à disposição de Felipe Surian e Osmar Coelho está Anderson. Embora tenha 26 anos, o ala esquerdo acumula passagens por Vitesse, da Holanda, Botafogo, Tombense, Sampaio Corrêa (MA), Portuguesa e Caldense, de Poços de Caldas. Enfrentou, inclusive, Osmar Coelho, com quem compartilhava a mesma posição em campo. “Osmar foi um excelente lateral. Cheguei a jogar contra ele algumas vezes e, realmente, tinha muita qualidade. Marcava muito bem. Nos treinamentos, ele procura estar ajudando não só eu como também os outros laterais para encaixar a melhor batida nos cruzamentos, por exemplo.”

Perguntado sobre as razões que o trouxeram a Juiz de Fora, Anderson citou os objetivos de crescimento profissional do Tupynambás, bem como o desejo pela vitória. “O projeto me atraiu muito devido à vontade que eles [a diretoria] têm de vencer, o que combina muito comigo, além da organização, o que percebemos no dia a dia.” A experiência do lateral-esquerdo no futebol mineiro foi um dos critérios que o tornou parte do elenco; Anderson disputou duas edições pelo Tombense e uma pela Caldense. “Conheço bem o torneio. Não podemos entrar dormindo na competição, porque depois fica tarde para reagir. É importantíssimo ter, nos primeiros jogos, uma sequência boa de vitórias para saber basicamente se a luta será pela classificação ou, então, contra o rebaixamento”, afirmou.