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Nova dupla de técnicos norte-americanos do Cruzeiro Imperadores fala de suas expectativas

Em entrevista à Tribuna, Scott Spencer e Joe Daniels dizem o que esperam da equipe local, que estreia no Mineiro no próximo sábado

Por Bruno Kaehler

08/04/2018 às 07h00

A simpatia e vontade de aprender e ensinar de Scott Spencer e Joe Daniels complementam os ousados objetivos da dupla norte-americana que será responsável por comandar o Cruzeiro Imperadores no Campeonato Mineiro e Brasil Futebol Americano (BFA) em 2018, e que concedeu entrevista exclusiva à Tribuna na arquibancada do campo da UFJF, local que irá sediar a estreia da Raposa no Estadual, sábado (14), contra o Pouso Alegre Gladiadores, às 16h.

Dupla norte-americana, Joe Daniels e Scott Spencer, contam à Tribuna um pouco sobre suas trajetórias no futebol americano. (Foto: Marcelo Ribeiro)

Casado com brasileira, pai de três filhos e campeão da Liga Nacional pelo Sorriso Hornets (MT) em 2017, Spencer já desfruta cada segundo em solo juiz-forano e tem o topo da BFA como objetivo central. Técnico principal da equipe azul, Spencer já fez história no futebol americano (FA) e no Brasil baseado na vontade de fazer a diferença na vida de pessoas com o esporte.

“Comecei no FA em 1995, com uma carreira de colégio e depois em universidade. Tinha o interesse em seguir no esporte pela minha paixão, então decidi me formar como técnico. Estou casado com uma brasileira desde 2001, tenho três filhos e sempre tive esse envolvimento com crianças no esporte. E vi essa modalidade começar a surgir no Brasil na televisão em 2007. Passei a considerar a chance de unir o meu esporte ao país que tanto amo, que é o Brasil. Pesquisei e vi que tinha um time de Natal, o América Bulls (parceria já finalizada entre o América-RN e o time Bulls). Entrei em contato com a diretoria e me deram uma oportunidade”, conta o treinador, que teve, na época, que dividir serviços para ter salário repartido entre os Bulls e o Recife Pirates (equipe da capital pernambucana).

A partir de então, ele passou pelo comando do Lobos do Mar, de Balneário Camboriú (SC) até chegar ao T-Rex, de Timbó (SC). “Aprendi muito e acredito que o esporte pode transformar vidas. Pesquisei, então, sobre escolinhas no país e achei o T-Rex, de Timbó (SC). Me apaixonei pela estrutura que tinham e acabei como coordenador de defesa. Tive a chance de saber um pouco mais da luta para manter tudo o que envolve um projeto. Chegamos à final, o Brasil Bowl de 2014. Com quatro segundos no relógio, o adversário fez um field gol e perdemos de 24 a 22. Na vida você precisa aprender e aplicar o ensinamento. Em 2016 estava estudando e surgiu a chance de ir para o Sorriso Hornets (MT), um time de muito talento, mas um pouco desorganizado. Acabamos montando um grupo bem forte e ganhamos o Estadual e, depois, a Liga Nacional. Colocamos o time no cenário nacional e, nas últimas três semanas, surgiu a oportunidade de vir para o Cruzeiro. É um sonho.”

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Spencer estará ao lado de Daniels, técnico do time de especialistas e de scout, certificado pelo ASEP (Programa Americano de Educação Esportiva), com experiências em diferentes modalidades nos EUA. “Sou treinador de futebol americano desde 1995. Tive experiências em outras áreas esportivas, como beisebol e atletismo, a maioria em colégios. Obtive chances de estar em um nível mais alto no FA, mas permaneci em trabalhos mais locais. Agora pude ter a chance de vir para o Brasil e agarrei ela”, conta Joe.

“Tenho a expectativa de poder colocar meu nome na história do clube. Desejo conseguir fazer os atletas atuarem bem e estarmos no topo.” Mas qual é a prioridade entre os ensinamentos possíveis para os brasileiros? “Podemos ajudar em muitas coisas, mas a diferença pode ser comparada quando os brasileiros vão até nós para jogar futebol. Vocês arrasam no esporte, jogam desde crianças. E têm talento, físico para o futebol americano. É basicamente esta diferença”, explica Daniels.00

Recado aos juiz-foranos e apelido de Mr. Catra

A união entre JF Imperadores e Cruzeiro gerou polêmica entre os juiz-foranos, que questionavam a perda da identidade com o município após temporada de sucesso e sintonia entre atletas e torcedores. Questionado sobre o tema, Spencer se mostrou otimista e mandou um recado à torcida.
“Para mim sempre há duas perspectivas, você pode escolher como agir em uma situação, e prefiro a forma positiva sempre. Vi uma grande oportunidade de aprender e puxar o conhecimento de todos que chegaram aqui. É tudo sobre atitude. À torcida de Juiz de Fora, garanto que serão experiências divertidas e que vai gostar de nos ver jogar. Teremos agressividade e, além de tudo isso, é um esporte de jogo de xadrez. Os brasileiros vão conhecendo as regras do esporte e também respeitando mais. Juiz de Fora faz parte desse projeto”, afirma.

A recepção, até o momento, tem sido prazerosa para a dupla. Uma confusão cômica inclusive marcou os primeiros dias de Daniels na cidade. “A recepção tem sido ótima. Quando eu cheguei muitas pessoas ficavam me encarando, encarando… e os atletas disseram que era porque achavam que eu fosse o Mr. Catra! Mas tem sido muito bom até então”, brinca.

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