Nada no balaio: E o esporte?
Amanhã o eleitor juiz-forano vai às urnas escolher o prefeito e seus vereadores. Muito possivelmente haverá segundo turno. Foram três meses de campanha, sendo a metade realizada também no rádio e na TV. Aconteceram debates e encontros. Produziu-se uma infinidade de material impresso. Nas chamadas redes sociais, não se falou em outra coisa, principalmente, nos últimos dias. Até os telefones foram invadidos por propagandas com promessas de concorrentes. Não teve sequer um taxista ou cobrador de ônibus que não tenha tocado na questão política local de julho para cá.
Tudo isso é normal e voltará a acontecer daqui a quatro anos. O que não é normal é como a prática esportiva não figura como status de prioridade em nenhum momento. A questão consome apenas uma folhinha lá de trás dos programas de governo. Nem agora, quando se fala tanto em Olimpíadas e Copa do Mundo, a coisa andou. Mesmo a polêmica destinação de dinheiro público para clubes de futebol ficou de fora do debate. O mais estranho é que, em se tratando de Brasil, nada movimenta mais as massas que o esporte, notadamente o futebol.
Para alguns mais entendidos de ciência política, mesmo com o sucesso eleitoral de Romário e companhia, a regra é que esporte não dá voto. Mas nem por isso deveria perder a importância.









