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Estreia com derrota


Por RENATO SALLES

01/07/2012 às 07h00

Dizem que quem espera sempre alcança. Pois é, dizem. Ontem à tarde, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, a máxima não foi favorável ao Tupi. Após os imbróglios judiciais que atrasaram o início do Campeonato Brasileiro da Série C em mais de um mês, o Carijó finalmente fez sua estreia na Terceira Divisão contra o Duque de Caxias. Foram cem anos, um mês e quatro dias de espera antes do clube entrar em campo pela primeira vez para defender um título nacional. Porém a vitória almejada não foi alcançada, após 90 minutos de baixo nível técnico. As duas equipes fizeram um jogo amarrado, chato, e os visitantes souberam aproveitar suas poucas chances de gol para vencer por 2 a 0. Marcos Goiano e Charles Chad marcaram para os cariocas na etapa final. Água no chope dos juiz-foranos na primeira apresentação da equipe como uma instituição centenária, aniversário comemorado no último dia 26 de maio.

Sem sal

Desde os minutos iniciais, a partida mostrou a tônica que se estenderia por longos minutos. De forma insossa, insípida e inodora, as duas equipes se respeitavam demais e o confronto era pobre de emoções. As tramas rápidas do lateral-direito Alex e do meia Henrique responderam pelos melhores momentos do Carijó no primeiro. A dupla também apareceu bem nas finalizações de fora da área e levou perigo à meta da equipe carioca em duas oportunidades. Mas era muito pouco.

Mesmo ligeiramente melhor, o Tupi mas não conseguia dar o tempero esperado pelas arquibancadas. Os títulos recentes da Série D nacional e de campeão do Interior do estado deixaram a torcida mal acostumada com o doce sabor das vitórias. E por pouco o Alvinegro de Santa Terezinha não foi para o vestiário com uma derrota parcial. O lance de maior perigo da etapa inicial foi do Duque de Caxias. Aos 37 minutos, o lateral Arilson desceu pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área carijó. Da marca do pênalti, o meia Charles Chad soltou um balaço, de primeira, e viu a bola explodir no travessão defendido por Rodrigo.

Veio o segundo tempo. Para tentar não deixar o caldo desandar, o técnico Moacir Júnior optou por uma nova receita no Tupi: alterações. Tantas quanto o regulamento permitisse. Já na volta do vestiário, sacou o meia Léo Salino para a entrada de Michel Cury, buscando melhorar a qualidade do passe na armação. Já aos 14, mudança no ataque. Allan no lugar de Fabinho. Aos 25, o lateral Magalhães herdou a vaga de Alex, que deixou o campo machucado.

Ao contrário do esperado, não havia fermento capaz de fazer a qualidade do jogo crescer. Sem surtir o efeito esperado, as alterações não mudaram o panorama da partida, que seguiu morno, em banho-maria, com poucas chances reais de gols para ambos os lados.

Sem sal, as duas equipes davam a entender que quem achasse um gol colocaria a vitória no bolso. Uma espécie de cereja do bolo sem bolo. Aí, vantagem para os visitantes. Aos 31, o Duque abria o placar. Bola levantada na área carijó, o atacante Marcos Goiano subiu sozinho e testou para o chão, sem qualquer possibilidade de defesas para o goleiro Rodrigo.

Mas o triunfo foi para a conta da equipe carioca mesmo aos 36. Em contra-ataque rápido. Marcos Goiano arriscou, Rodrigo deu rebote, e Charles Chad apareceu sozinho para colocar no canto esquerdo do goleiro, dando números finais à partida.

O Duque não fez mais que o feijão com arroz para papar três pontinhos. Pior para os jogadores do Tupi, que até a partida do próximo sábado, contra o Macaé, fora de casa, vão comer o pão que o diabo amassou nas mãos de Moacir – que perdeu pela primeira vez como técnico carijó no Municipal.

Visitantes marcam no segundo tempo