Triatleta juiz-forana almeja disputa de Mundial em 2026 e profissionalização

Andressa Miana quer voltar a disputar a competição após se ausentar em 2025 por falta de recursos


Por Vinicius Soares

01/01/2026 às 06h00

Triatleta juiz-forana almeja disputa de Mundial em 2026 e profissionalização
Andressa teve um dos seus anos mais vitoriosos da carreira em 2025 (Foto: Reprodução/Instagram)

A triatleta juiz-forana Andressa Miana, atleta do Clube Bom Pastor (CBP), vive a expectativa de disputar o Mundial de Triathlon, que será realizado em Pontevedra, na Espanha, em setembro. A classificação veio após a conquista do tetracampeonato Brasileiro de Triathlon, em novembro de 2025. Esse foi apenas um dos títulos que a triatleta venceu na última temporada, e a expectativa para o ano que começa nesta quinta (1º) é que o desempenho seja ainda melhor.

“2025 me surpreendeu. Não imaginava que isso fosse acontecer, essas conquistas, poder disputar com atletas que eu nem imaginava. Foi mais do que o esperado, mas foi resultado de muito esforço e muita dedicação. Em 2025 eu entrei de cabeça, agora estou conseguindo descansar um pouco, mas quero mais, a gente está trabalhando para isso, mas estou muito feliz com o que a gente já vem entregando”, analisa Andressa, ao refletir sobre suas conquistas no último ano.

Andressa também iria competir no Mundial de Triathlon em 2025, que foi realizado em outubro do ano passado, em Wollongong, na Austrália. Porém, por falta de recursos, não conseguiu ir e, por isso, decidiu focar nas provas nacionais. “Achei melhor treinar para as provas daqui, para o Brasileiro, e tentar me classificar de novo. Me classifiquei e agora estou em busca de patrocinadores, mas a meta é ir, porque é uma experiência muito boa, e ajuda bastante a somar pontos no esporte”.

Quando disputou o Mundial, em 2024, ela terminou entre as quarenta melhores do planeta. “Meu objetivo é melhorar essa marca, melhorar o tempo em provas, conquistar mais pódios em outras provas, o que é muito importante, e conquistar mais um título no Brasileiro”, projeta a juiz-forana.

Busca pela profissionalização

Andressa relata que, em sua experiência internacional, pôde perceber uma grande diferença entre os atletas brasileiros e estrangeiros em função das estruturas que eles podem fornecer para melhorar a performance dos competidores. “Eles têm estruturas muito maiores que auxiliam o atleta a poder a disputar, crescer, ter um treinamento melhor, e acredito que dá para a gente trazer isso para cá, mas com ajuda e auxílio. Isso ajuda bastante a gente a evoluir”, afirma a triatleta.

Em sua rotina atual, Andressa concilia uma alimentação regrada, boas noites de sono, treinos, e sua carreira de dentista. A juiz-forana relata que não foi fácil equilibrar suas obrigações em meio a tantas provas. “Foi bem puxado ter que trabalhar, mas usei isso como um desafio. O corpo cansa, porque a gente tem menos de uma semana pra recuperar, pois logo depois tem que viajar de novo pra competir”, relata.

Em virtude de sua rotina desgastante, Andressa busca, um dia, se tornar uma atleta profissional de triathlon para poder focar apenas nos treinos. “Me acostumei, afinal são alguns anos que estou fazendo isso, mas o meu sonho é conseguir profissionalizar no triathlon pra conseguir viver só disso”, diz.

Apesar de não conseguir viver apenas do esporte atualmente, Andressa valoriza a estrutura que tem para se preparar. A juiz-forana é acompanhada pela treinadora Talita Antunes, além dos profissionais do CBP. “Além de ter treinador, também tenho profissionais que me auxiliam, que eu brinco que é um time. Para a máquina andar, a gente precisa de ter um time. Sigo os treinos com a Talita, em que ela controla a carga semanal. Também entra parte da nutrição, que é muito importante suplementar. Hoje em dia eu tenho comigo a Evelyn Moraes, que é minha nutricionista, e a Carol Gomes, minha fisioterapeuta”, descreve.

Objetivos para o futuro

Pensando a longo prazo, Andressa possui duas metas muito claras em sua carreira: disputar uma edição das Olimpíadas e competir na categoria Elite do triathlon mundial, onde estão reunidos os principais atletas da modalidade. “A Elite é a categoria máxima do alto rendimento. No triathlon, a separação é por idade. Quando a pessoa passa de 23 anos ela só disputa no Elite. E tem as categorias de idade que eu disputo atualmente, que a minha é de 25 a 29 anos”, explica.

Para entrar na categoria Elite, Andressa tem que passar a frequentar os Mundiais para somar pontos. “Você precisa ter pontos para se classificar e precisa ter pontos para conseguir ir. E para conseguir ir fazendo pontos, é treinando e disputando os Mundiais”, afirma a juiz-forana.

Resumo desta notícia gerado por IA

  • Andressa Miana, tetracampeã do Brasileiro, busca vaga no Mundial de Triathlon 2026, na Espanha.
  • Após não conseguir competir em 2025 por falta de recursos, a triatleta foca na captação de patrocínios.
  • Objetivos de Andressa incluem melhorar sua classificação no Mundial e conquistar mais pódios em 2026.
  • A triatleta almeja se profissionalizar e alcançar a categoria Elite do triathlon mundial.

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