Tópicos em alta: eleições 2018 / chuva / polícia

Comércio em compasso de espera para a Copa da Rússia

Lojistas acreditam que início do campeonato deve incrementar vendas

Por Carolina Leonel

09/06/2018 às 07h00 - Atualizada 09/06/2018 às 15h18

Consumidores já encontram diversos produtos em promoção (Foto: Olavo Prazeres)

A menos de uma semana do início do maior campeonato de futebol do mundo, o comércio popular e lojista da cidade está em banho-maria, situação que, na opinião de Marcos Casarin, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-JF), tende a mudar com o início da Copa do Mundo 2018, no dia 14, e, principalmente, com a estreia do Brasil no mundial, no domingo, dia 17. “Futebol sempre anima o torcedor e o brasileiro, o que acontece é que tem que dar o tempo pra começar a sentir a Copa do Mundo. Tanto o lojista quanto o consumidor estão se adequando à situação econômica do país, mas a Copa do Mundo sempre é sucesso”, afirma Casarin.

Mesmo com expectativa positiva na semana da estreia do Mundial, o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, pondera sobre a ambiguidade que um evento desta magnitude pode trazer. “De certa forma, é até um pouco conflitante, porque boa parte do comércio vai sofrer com a Copa. Os horários (dos jogos da Seleção Brasileira) são ruins para o comércio que, em parte, vai ter muito prejuízo. O que é diferente, por exemplo, do Dia das Mães ou Natal”, considera Beloti.

Nos comércios populares do Centro da cidade, os consumidores encontram diversos produtos em promoção, como bandeiras, chapéus, canecas, buzinas e camisas para torcer pela Seleção Brasileira. A esteticista Daniela Garbero é uma exceção e já começou a adquirir seus produtos. “Comprei muitas coisas, mas ainda vou comprar mais. Já tenho camisa e caneca, mas ainda faltam chapéu e bandeiras. Estou bem animada para a estreia do Brasil e nada vai desanimar”, diz a torcedora.

Comércio popular fica na torcida

Os comerciantes sentiram queda na venda dos produtos em relação à mesma época do Mundial de 2014 no Brasil. “O movimento em relação à última Copa caiu muito, cerca de 40%. Parece que o consumidor ainda está com o pé atrás com o Brasil por conta da derrota de 7×1, mas os produtos estão saindo aos poucos”, comenta Júlio César Teixeira, gerente das Lojas Brasil, que oferece diversos produtos e apetrechos para a Copa. Os lojistas também torcem para o sucesso da Seleção Brasileira. “Nós temos produtos e queremos vender. Esperamos uma vitória do Brasil logo na sua estreia para ver se o volume de vendas aumenta e faz sair o estoque da loja”, diz ainda o gerente.

O conteúdo continua após o anúncio

Na loja Clubes de Coração, que vende camisa e outros produtos da Seleção Brasileira, as vendas caíram mais que a metade na comparação com as da Copa de 2014, de acordo com o vendedor Jhonathan Marthioli. A esperança dele, contudo, está no comportamento histórico dos torcedores. “Faltam poucos dias para o primeiro jogo do Brasil, e poucas pessoas têm procurado os produtos. Mas sabemos que o brasileiro deixa muito as coisas para a última hora, então acredito que, no sábado (véspera da partida), as pessoas já comecem a procurar mais.”

Rede de televisores não reclama

Um dos setores que têm as vendas impulsionadas em época de Copa do Mundo é o de televisão. E, de acordo com Silverson Santos, gerente da loja Magazine Luiza, esse ano não foi diferente. O evento incrementou a procura por aparelhos com telas maiores – em geral, acima de 32 polegadas – e tecnologias diferenciadas. “O consumidor tem procurado televisores com mais tecnologia porque quer uma imagem diferenciada.”

Consumidores aproveitam o momento para comparar os preços e investir na melhor opção (Foto: Fernando Priamo)

Nesse sentido, segundo Maycon Couto, vendedor da loja, o preço está em segundo plano na hora da compra, e o consumidor tem observado, primeiro, as condições de financiamento e opções de pagamento. “Até a Copa, o preço da televisão vai estar bom, por isso as pessoas estão comprando. Está vendendo mais que celular. As pessoas parcelam e ainda têm a opção de trazer a tevê que estava parada para compensar no preço e ainda fazer um descarte adequado”, explica Maycon. O vendedor afirmou que, em média, a venda de televisores, por dia, saltou de um para três aparelhos por vendedor do setor.

A comerciante Mercedes Sodré aproveitou a oportunidade para investir em um novo televisor para seu estabelecimento. “A televisão do meu bar está com defeitos, e eu preciso investir em uma nova. Ainda está meio devagar, mas acredito que o pessoal vá sim assistir a Copa em bares. Já decidi e vou comprar, estou só pesquisando e comparando as opções.”

 

Tópicos:

Receba nossa
Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail





Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia