Em nome do rei
Por todo o mundo, Elvis Presley é constantemente lembrado e imitado. No Brasil, o fã-clube Elvis Triunfal diz que mais de mil fãs se dedicam a levar novamente aos palcos o rebolado do grande rei do rock. Nesta sexta, a cidade recebe o show de Mark Rio, no MHall, que há 18 anos atua profissionalmente como cover de Elvis e se apresenta, na cidade, com sua banda Elvis Tribute.
O repertório é focado na fase considerada o auge da carreira de Elvis, entre 1970 e 1973. Foi nesta época que Elvis, recém-saído do Exército americano, retornou aos palcos e fez sua histórica temporada em Las Vegas, nos Estados Unidos. Elvis realizou, com enorme êxito, várias turnês pelos Estados Unidos no período, motivado pelo grande sucesso de That’s the way it is, documentário lançado em 1970. A era de ouro foi encerrada com o histórico show Aloha from Hawaii, o primeiro do mundo a ser transmitido via satélite. A escolha por retratar este período, segundo Mark, se deu pela vontade de, não somente procurar fazer um trabalho como cover, mas, principalmente, respeitar a imagem de Elvis. Nesta época, Elvis estava impecável, interagindo sempre com a plateia. Depois, por conta de vários problemas de saúde, ele mudou, conta. O espetáculo também inclui sucessos de outras épocas, como Blue suede shoes , Suspicious minds e Love me tender.
Buscando representar o período, Mark se apresenta com traje igual ao mais conhecido de Elvis: o macacão branco repleto de pedrarias. Invisto muito nos detalhes. Toda a roupa do show eu mandei fazer na mesma empresa que fazia os figurinos para o Elvis. As joias também são réplicas fiéis às que ele usava, conta.
A admiração por Elvis começou quando Mark tinha apenas 5 anos. Passava dias assistindo aos filmes que eram exibidos na televisão, desde então me informo e coleciono tudo a seu respeito. A mudança do Rio, seu estado natal, para São Paulo, contribuiu para o início da carreira. Integrando o fã-clube Elvis Triunfal, começou a participar dos shows organizados pelo clube. Larguei tudo e hoje vivo somente do que mais gosto de fazer, que é trabalhar representando o Elvis.
Para Mark, Elvis permanece vivo não somente na memória dos fãs, mas também por meio de toda a produção que deixou. Você escuta uma música do Elvis, mesmo as mais antigas, que ele gravou no início da década de 1950, e ainda é um som muito atual. Você acha que é algo que acabou de ser gravado. Além disso, a imagem dele vem se renovando a cada ano.
MARK RIO
Sexta, às 22h
MHall
(Rua Senador Feliciano Pena 168 – Mariano Procópio)









