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Não é velho, é antigo


Por AMANDA FERNANDES

29/06/2012 às 07h00

Eles já rodaram muito. Tanto pelas cidades quanto pelas estradas. Com o passar do tempo, em vez de ser abandonados, os carros que acompanharam os caminhos de muitas pessoas ganham nos admiradores e colecionadores de veículos antigos pessoas que os ajudam a manter o charme e a beleza original. Neste sábado e domingo, centenas deles vão poder ser admirados no XI Encontro da Associação de Veículos Antigos de Juiz de Fora, das 8h às 18h, no Estacionamento do Carrefour. No ano passado, 470 veículos foram reunidos. Este ano, a estimativa da organização é a de que 500 carros participem. Já estão confirmadas as presenças de proprietários de toda a região Sudeste do país.

Porém, engana-se quem pensa que eles são vistos como carros velhos. Não é velho, é antigo, enfatiza o presidente da Associação de Veículos Antigos de Juiz de Fora, Jorge Borboleta. Colecionador desde os anos 1990, Jorge explica que o que difere um carro velho de um antigo é o tratamento que ele recebe de seu dono. Um carro antigo é preservado por completo, não é deixado de lado, diz. Além disso, algumas regras definem o que classifica um veículo como antigo e item de coleção. É preciso que ele tenha, no mínimo, 80% de peças originais. O estado de conservação também conta e é vistoriado pela associação. Deve estar de bom para ótimo.

Com dez veículos em seu acervo e dedicação de aproximadamente uma década ao tema, o comerciante Geraldo Chapinotti vai participar do encontro com quatro modelos. Um Corvette 1977, um Cadilac 1967 e outro 1973, além de um Ford Thunderbird 1971. Como colecionador, gosto de todos. Sempre gostei muito de mecânica e sempre fui admirador de veículos. Para manter a coleção dentro dos padrões, o trabalho é árduo. Muitas vezes temos que importar peças, por exemplo.

Os apaixonados pelos veículos dizem que podem, por meio deles, contar parte da história da cidade em que vivem ou mesmo do país. Este é o caso do Ford Tudor, de 1933, um dos três carros do colecionador Jorge Borboleta. Este faz parte da história de Juiz de Fora. Pertenceu a João Surerus, comprei de sua filha em 1996. Eles foram os primeiros agentes da Ford na cidade, conta Jorge, que ainda possui um Ford Super Deluxe, de 1941 e um Chevrolet Fleetmaster de 1948, seu verdadeiro xodó. Esse foi o primeiro e o que motivou tudo. Está restaurado desde 1995, mas fiquei 15 anos trabalhando para deixá-lo perfeito. Todo bege e com teto preto, o possante recebeu o apelido de saia e blusa quando foi lançado. No mundo dos carros antigos, pode-se descobrir e aprender muita coisa. Você sempre quer saber mais sobre cada modelo e sua importância.

Criado com objetivo de reunir os colecionadores, o encontro, segundo Jorge, serve para unir o útil ao agradável. O custo da inscrição foi a doação de cinco quilos de alimento, no caso de expositores, e dez quilos, no caso de vendedores de peças, em benefício da Apae de Juiz de Fora. A praça de alimentação do evento terá verba destinada à Associação dos Amigos (Abam) e ao Lar de Idosos Luiza de Marillac. A entrada para o público é gratuita.

XI Encontro de Veículos Antigos

Sábado e domingo, das 8h às 18h

Estacionamento do Carrefour

(Av. Rio Branco 5001)