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Filha do samba


Por Tribuna

28/09/2012 às 07h00

A cantora e compositora Mart’nália traz a Juiz de Fora o show de lançamento de seu novo CD "Não tente compreender", lançado recentemente e que já pode ser encontrado em todas as lojas do país. Nesse novo trabalho, com direção e produção musical de Djavan, a cantora experimenta, além do samba, gêneros como MPB e pop. "Tem cinco sambas gravados nesse disco novo. É mais ou menos como fiz nos outros, só que esse vem embalado’djavaneadamente’", explica.

Assim como o CD, o show também é bem misturado, com sucessos e novidades, como "Namora comigo", escrita em parceria com Paulinho Moska, e "Itinerário", um samba de Max Vianna, que fala sobre a espera do amor. Destacam-se, ainda, "Serei eu?", canção de Ivans Lins com letra de Zélia Duncan e Mart’nália e "Eu te ofereço", samba de Gilberto Gil. A direção do show é de Marcia Alvarez e Guilherme Leme.

Filha do cantor e compositor Martinho da Vila, desde cedo Mart’nália acompanhava o pai nas rodas de samba da Vila Isabel, e foi assim que se apaixonou pela música. Foi lá que aprendeu a sambar, cantar, tocar pandeiro e violão. "Comecei com 16 anos e nunca mais parei. Fiz meu primeiro LP, produzido pelo Rui Quaresma, mas nem divulgamos. Era mais para ter mesmo. Depois fiz outro em 1995, produzido pelo Ivan Machado, chamado ‘Minha cara’, e que foi relançado pela Biscoito Fino, em 2011. Mas foi a partir de 2002, quando o Caetano Veloso me chamou para fazer um disco, que levei mais a sério a carreira de cantora e compositora. Depois disso foi só alegrias", relembra.

Mart’nália tem uma trajetória de destaque no cenário internacional, tendo sido indicada ao Grammy em 2006 como melhor CD de samba para "Mart’nália em Berlim". Em 2008, fez shows nos festivais de Montreaux, Londres, Amsterdã, Lisboa, Nova York e Miami. "Não sei ao certo o tamanho de minha projeção internacional. É difícil de avaliar, pois é tudo muito pontual. O mais importante é poder representar meu país lá fora."

A abertura e o encerramento ficam a cargo da sambista Joyce Cândido, que apresenta seu projeto "O bom e velho samba novo ", resgatando clássicos como "Feitio de oração" (Vadico e Noel Rosa), "Deixe a menina" (Chico Buarque) e "O mundo é um moinho" (Cartola).

 

MART’NÁLIA

 

Hoje, às 23h

 

Cultural Bar

(Av. Deusdetit Salgado 3955 – Teixeiras)