Vandalismo no Central é criticado nas redes sociais

Soluções para inibir o vandalismo estão sendo discutidas pela reitoria da universidade
Atualizada em 28/08 às 15h28
As pichações que estampam a fachada do Cine-Theatro Central, bem como as galerias ao lado do espaço, foram alvo de muitas críticas no Facebook. A foto postada pelo ator e diretor de teatro Gueminho Bernardes na rede social foi "curtida" por 321 usuários, obtendo 26 compartilhamentos. Na maioria dos mais de 80 comentários, os internautas declaram indignação diante do vandalismo no bem cultural da cidade. Discussões sobre as diferenças entre grafite e pichação também foram levantadas. "Grafiteiros? Grafiteiro é artista! O grafiteiro melhora a imagem da cidade com sua arte. Transforma um muro baldio num quadro. Isso aí é uma confissão de estupidez e falta de respeito pelo coletivo", respondeu Gueminho a um comentário sobre o assunto.
Segundo o pró-reitor de cultura da UFJF, José Alberto Pinho Neves, a última etapa da reforma do Cine-Theatro Central – que entra em fase de finalização – é a revitalização da pintura externa. As soluções para inibir o vandalismo no local, segundo o pró-reitor, estão sendo discutidas pela reitoria da universidade.
Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (28), o pró-reitor lamentou o fato.
"Como pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora, por mais estranho que pareça, manifesto solidariedade ao ator e diretor Gueminho Bernardes quanto à sua indignação, postada no Facebook, acerca das pichações estampadas no Cine-Theatro Central, compartilhada por tantos identicamente preocupados. Tratar um infrator de crime contra o patrimônio público de grafiteiro é ignorar o conceito de grafite e denegrir a imagem dos artistas que se expressam por essa linguagem, que digna e autenticamente são chamados de grafiteiros.
Sobre o mérito dos grafiteiros, em data não muito distante, o Museu de Arte Murilo Mendes abrigou nas suas paredes, sob o tema A Guerra, o trabalho desses criadores (Lúcio Rodrigues, Thiago Campos e André Castanheira) que recriaram obras dos consagrados artistas internacionais Rousseau, Picasso, Lichtenstein; o que representa reconhecimento àqueles que, criteriosamente, ocupam o mobiliário da urbe (atentem para a avenida Paulista em São Paulo) e obtêm aplauso do mercado de arte, inclusive valorizando-a para dentro das convencionais galerias.
Rechaço todas as ações depredatórias que golpeiem a memória da cidade. Assim , a ação revitalizadora da pintura externa do Cine-Theatro Central, edificado em 1929, não justifica liberação para delitos contra um patrimônio que é de todos nós.
O grafite é uma questão do processo da cultura, enquanto o crime é uma questão de segurança. Concluo indagando: a quem compete essa segurança?"









