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Diário de bordo


Por GUTO ALCÂNTARA tecnólogo em informática

25/07/2012 às 07h00

A singela beleza de Bichinho

Eu e minha mulher, Cláudia, estivemos nas cidades históricas de Tiradentes e São João del Rei, que são repletas de cultura. Mas, bem próximo dali, me chamou atenção o vilarejo carinhosamente chamado Bichinho, lugar pacato, tranquilo, cheio de lojas de artesanatos de primeiríssima qualidade, feito por locais, verdadeiros artistas com seus formões, alicates, soldas etc.

Em princípio, achávamos que o lugar seria uma roça com quase nada para se ver, mas, para nossa surpresa e alegria, encontramos pessoas simpáticas e receptivas. O caminho até lá também é uma atração à parte, todo feito em calçamento de pedras ‘pé-de-moleque’, com a serra de São José margeando praticamente todo o percurso, um verdadeiro convite aos amantes da fotografia e da natureza.

Para quem gosta de artesanato, as opções são infinitas: peças em madeira, ferro, pedra-sabão, cerâmica entre tantas outras matérias-primas. Encontramos desde formigas e anéis para guardanapos feitos de lata, passando por móveis de ferro fundido e madeira, até um enorme dinossauro de cipó. Isso mesmo, um entrelaçado de cipós que incrivelmente quase dá vida a um tiranossauro-rex e uma tartaruga gigante.

Outra atração muito procurada pelos turistas são os restaurantes rústicos, com uma comida maravilhosa – ‘de comer rezando’, como diz minha mulher. Almoçamos no Tempero da Ângela, onde os pratos são feitos na nossa presença em dois enormes fogões a lenha. Sra. Ângela e suas colaboradoras, com muita competência e carinho, fazem uma deliciosa comida mineira. A impressão é a de que estávamos na casa da vovó, na roça, onde, entre uma lasca e outra de bambu queimando no fogão, vamos retirando as delícias das panelas fumegantes.

O restaurante Pau de Angu também é muito procurado. No caminho, podemos também visitar o Museu do Automóvel, com exemplares como jipes militares e motos usadas na Segunda Guerra.

O lugar é tão aprazível que nem percebemos a hora passar. Quando pensamos que havíamos visitado tudo, vimos uma placa indicando um alambique a 700 metros do restaurante onde almoçamos. Resolvemos visitar o lugar, mesmo porque minha mulher não conhecia um alambique. Fomos recebidos por uma moça muito educada e simpática que nos mostrou todo o lugar e explicou todo o processo de fabricação e engarrafamento da cachaça, com direito a degustação (só para quem não estava dirigindo). Então é isso, recomendo o passeio em todos os aspectos, mochila nas costas, máquina na mão e ‘pé no camim’.