Receita de família
Em que momento arte e culinária podem caminhar juntas? Intrigante a Lucas Di Giovanni, a questão virou tema de monografia elaborada pelo cozinheiro na conclusão do curso de artes da UFJF. "A estética do prato, os sabores, o aroma fazem do ato de cozinhar um verdadeiro ato artístico", avalia Lucas, também formado no curso de cozinheiro do Senac. Lucas tomou emprestada a cozinha do restaurante Bacco – no qual trabalha – para ensinar dois pratos que apresentam a mistura de carne vermelha com morangos.
"Sempre li que é difícil harmonizar o morango quando a receita não é doce", comenta. Afeito a desafios, o cozinheiro foi em busca das possibilidades proporcionadas pela fruta ao paladar. "E deu certo", garante. Os morangos cortados em pedaços grandes valorizam a aparência do prato, enquanto os pequenos apuram mais o sabor, segundo ele. Embora não seja ideal, a polpa congelada pode ser utilizada na falta da fruta fresca. "Outra opção é utilizar, no lugar de morango, o mamão papaia ou a uva verde", sugere.
Em relação à carne, Lucas aconselha que o filé seja grelhado em fogo alto, pois, dessa forma, é possível selar todos os lados da peça, sem perder sua maciez e sabor. Já no caso da picanha, a ideia é começar grelhando-a pela gordura, já que esta demora mais no cozimento. Para acompanhar o prato principal, o cozinheiro sugere risoto, massa com molho branco ou, ainda, purê de baroa ou mandioquinha.









