Palavra falada
Falavras. O título do livro lançado neste sábado por Knorr traz o neologismo criado pelo autor, na busca pelos significados da palavra falada, que sai da boca antes mesmo de ir ao papel, ainda que não seja ouvida ou sentida. Composta por 53 poemas que traduzem o amadurecimento do artista em sua aventura literária – iniciada em 1985 -, a obra conta com o incentivo da Lei Murilo Mendes e será lançada no Espaço Mezcla, a partir das 20h. O músico Alexandre Laguardia se apresenta na noite, que tem entrada franca.
Falavras ganhou uma primeira edição, com tiragem reduzida a uma centena de exemplares, em 1998. A ideia cresceu, e a edição atual incorpora o dobro de poemas, escritos ao longo dos anos. Além de poeta, como artista gráfico, Knorr valoriza a identidade visual de sua matéria-prima, a palavra. Estas assumem formas e fontes distintas, sempre dialogando com os sentidos suscitados pelos versos. A capa, pensada pelo artista no mesmo momento em que surge o conceito da obra, neste caso, foi elaborada após a conclusão do livro. A cigarra simboliza a fala. É o bicho que canta, que tem voz, explica o poeta.
Dividido em quatro partes, o livro faz uma analogia à conquista amorosa, aos relacionamentos entre as pessoas, em suas distintas fases. Em Parábolas, é exposta a relação direta do poeta e, por consequência, do leitor com a palavra. O som, o silêncio, a escuta e os demais exercícios da fala preenchem os poemas apresentados na segunda parte, intitulada com o mesmo neologismo que dá nome à publicação. Em Felavras – outro neologismo criado pelo poeta -, é valorizada a relação mais carnal com as palavras. Por fim, os poemas de Hipérboles trabalham com o tom que vai da conversa ao lirismo.
FALAVRAS
Lançamento neste sábado, às 20h
Espaço Mezcla
(Rua Benjamin Constant 720 – Centro)









