Espaço Reitoria recebe trabalhos de Leo Ribeiro
Exposição “Transformatorhus” apresentar obras do artista visual radicado na Noruega
A Galeria Espaço Reitoria, no campus da UFJF, recebe até 4 de agosto a exposição “Transformatorhus”, do artista visual Leo Ribeiro. São cerca de 20 obras inéditas no país, com reproduções digitais feitas em papel de alta qualidade, com edição limitada, numerada e assinada, com tamanhos que variam entre A4, A3 e SR3 (32cm x 45cm). As gravuras expostas poderão ser adquiridas pelo público até o final da exposição, quando retornam para a Noruega, onde o artista vive desde 2018. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com entrada franca.
Formado pelo curso de arquitetura e urbanismo da UFJF no ano de 2002, Leo Ribeiro apresenta em “Transformatorhus” as gravuras que retratam uma arquitetura esquecida da cidade costeira de Stavanger, que ele define como um lugar que pode ser visto a pé e sem pressa. Para a composição dos trabalhos, Leo se inspirou nas vistas frontais dos edifícios, como o desenho de fachadas em projetos de arquitetura. “Tiro partido da conformação dos prédios, janelas e portas como elementos de composição das ilustrações. A técnica é o desenho com grafite e tinta nanquim, podendo haver uma finalização com canetas coloridas, aquarela, lápis de cor e edição digital. A reprodução é digital ou passa pela risografia, um processo permeográfico inventado por japoneses”, explica.
Ainda de acordo com o artista plástico, a história econômica de Stavanger está ligada à da indústria pesqueira, de enlatados e peixes em conserva. O bairro em que mora, Stavanger Øst, era conhecido pela concentração de fábricas e chaminés de tijolos vermelhos, o que fez com que a localidade – assim como a antiga Juiz de Fora – fosse comparada à cidade inglesa de Manchester.
Além das antigas fábricas em estilo inglês, a arquitetura de Stavanger tem como característica as casas de madeira (trehusbyen), presente na grande maioria dos edifícios residenciais, novos ou antigos. “A partir do final dos anos 1960, a indústria de enlatados entrou em crise, e a cidade, depois da descoberta do petróleo, se tornou o centro da indústria de prospecção e refino de combustível fóssil e gás. As antigas fábricas foram abandonadas, muitas delas transformadas em prédios residenciais ou centros culturais. O número de edifícios em concreto de vários pavimentos começou a pontuar o tecido urbano, rivalizando com as tradicionais edificações”, relata o artista.















