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Idoso mata vizinho após briga por pé de manga e é morto pelo filho da vítima

Discussão por causa da poda de um pé de manga foi gravada pelo filho da vítima


Por Estadão Conteúdo

12/08/2026 às 18h14

Uma discussão motivada pela poda de um pé de manga terminou com dois homens mortos na tarde da última terça-feira (11), no Córrego do Belém, Zona Rural de São Domingos das Dores, em Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), um idoso de 75 anos atirou contra o vizinho, de 41, e, na sequência, foi baleado pelo filho da vítima, de 19 anos.

Idoso mata vizinho após briga por pé de manga e é morto pelo filho da vítima
Foto: Polícia Militar

Imagens que circulam nas redes sociais mostram Miguel Chagas da Silva, 75, sacando um revólver e atirando contra Eberton Silvestre Guimarães Barros, 41, conhecido como “Tiquinho”. O filho da vítima gravava a discussão.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Eberton chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

O homem de 75 anos então entrou em luta corporal com o filho da vítima, de 19 anos, que, “para reprimir a injusta agressão conseguiu tomar a arma do suspeito, mas ele ainda permanecia com as agressões e, na sequência, o jovem efetuou um disparo de arma de fogo, vindo a atingir o idoso que morreu no local”, diz a Polícia Civil.

A arma utilizada no crime foi entregue à Polícia Militar. A Polícia Civil diz que o jovem foi ouvido e liberado. Um inquérito policial foi instaurado e o caso segue sob investigação com a Delegacia de Polícia Civil de Inhapim.

Em nota, os advogados Cairo Gianini Pires e Natália Maria de Souza, que representam o jovem, dizem que “a conduta está amparada pela legítima defesa, diante da agressão injusta, atual e concreta”.

“Trata-se de um episódio trágico, que atingiu diretamente duas famílias e que, certamente, nenhuma delas desejaria estar vivenciando. Nosso cliente é um jovem, religioso e profundamente enlutado, que se viu diante de uma circunstância absolutamente excepcional: presenciou seu próprio pai ser vítima de uma agressão injusta e, simultaneamente, passou a estar sob situação concreta de risco à própria integridade física, circunstância que exigiu uma reação imediata”, diz a defesa.