Vida longa ao rei
Desde 16 de agosto de 1977, o rei foi embora do prédio. Mas, já são 35 anos que muitas pessoas continuam achando que ele continua vivo e bradam que Elvis não morreu. Hoje completam-se 35 anos da morte de Elvis Presley, e ele continua lembrado como nunca. Mesmo depois dos Beatles, de Michael Jackson e Madonna, o cantor ainda detém o posto de maior ganhador de discos de ouro e platina de todos os tempos – são 131 ao todo.
Por todo o mundo, Elvis é constantemente lembrado e imitado. No Brasil, neste ano, vários eventos vão celebrar a memória daquele que foi aclamado o rei do rock. A exposição Elvis experience incluirá 500 artigos pessoais do cantor, entre os quais o famoso e vistoso traje American Eagle, que ele usou no especial Aloha from Hawaii, de 1973. A abertura da mostra, em 5 de setembro, no Shopping Eldorado, em São Paulo, deve contar com a presença da viúva do cantor, Priscilla Presley. Na mostra, alguns itens que nunca chegaram a deixar Graceland, residência oficial do rei do rock, vão estar presentes.
O local, inclusive, é palco de diversas homenagens ao cantor. Lá, a Elvis week reúne esta semana covers de todo o mundo para uma série de tributos com a participação tanto de Priscilla quanto da única filha de Elvis, Lisa Marie. Juiz de Fora também entra na lista de cidades que recebem homenagens ao cantor neste ano. No dia 31 deste mês, acontece o show do cantor Mark Rio & Elvis Tribute, no MHall, a partir das 22h. No repertório, estarão sucessos como Blue suede shoes, Suspicious minds e Love me tender.
Mas o que faz de Elvis manter o prestígio e a admiração dos fãs mesmo 35 anos depois de sua partida para outros palcos? Para o comerciante Júlio Andrade, 43, fã de Elvis desde a adolescência, o cantor, além de excelente no que fazia, é um modelo a ser seguido. A vida pessoal dele se confunde com a profissional. Era uma pessoa muito amiga e adorava sua família e amigos. Detestava injustiça e lutava contra as drogas, mesmo que muitos pensem o contrário. Elvis morreu em decorrência do abuso de remédios liberados e receitados para ele nos anos 1970 e que tiveram seu uso controlado somente após os anos 1980. Lembro-me da morte dele e da comoção mundial. As pessoas não imaginavam que o rei poderia estar morto.
Proprietário de uma locadora no Bairro Manoel Honório, Júlio guarda no local um espaço destinado somente à memória e ao trabalho do rei. São mais de 90 títulos, entre shows, documentários e filmes de seu acervo, disponíveis ao público. É legal ver que pessoas de todas as idades procuram pelo Elvis. Muitas não tiveram a oportunidade de conhecer seu trabalho quando estava vivo.









