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Clássico sem mistérios


Por Tribuna

13/03/2016 às 07h00

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Foto: Daniel Dias

Em vez de subir ao palco, como é de costume, o DJ e músico Celso Soares, vocalista da banda Soul High, chega à cozinha do “Tribuna põe a mesa”, trocando o microfone por panelas e ingredientes de culinária. “Cozinho há muito tempo. Aprendi muitas coisas na internet e outras, com a minha mãe, que hoje nem cozinha mais tanto assim, assumi o posto”, brinca o artista. Suspeita que sou por amar risotos de qualquer sabor, prestei atenção a cada detalhe da receita deste domingo, porque confesso ter falhado algumas vezes em tentativas de apresentar minha versão do tradicional prato italiano. “Não tem mistério, é só ficar atento ao caldo, que precisa ser acrescentado sempre, mexer bastante e usar um vinho de boa qualidade. Não adianta comprar vinho vagabundo só porque é para cozinhar”, ressalta Celso, dando os segredos para que o resultado final seja infalível.

De fato, pude ver um bom risoto não requer muita técnica, mas atenção à panela a todo instante, para que não corra o risco de ficar muito caldoso ou “massudo” demais, pecados originais (tanto quanto comuns) no preparo da iguaria. Durante o bate-papo, descobrimos, Celso e eu, que somos do mesmo time: aqueles para quem não existe “queijo demais”. Portanto, os seguidores dessa doutrina podem carregar a mão no parmesão ao acrescentá-lo aos outros ingredientes.

O último toque, de acrescentar a manteiga e abafar a panela, é um daqueles pulos do gato nem sempre revelados. É o que deixa o risoto com mais brilho e cremosidade, com a consistência característica do prato. A cada garfada, o paladar vai descobrindo texturas e gostos diferentes: os queijos cremosos e de sabor marcante; o levíssimo adocicado da pera, com consistência mais amolecida do que quando crua; e o arroz temperadinho e al dente; uma festa de sensações – as reações do vídeo não negam. Como se não bastasse, o prato pode ser servido como único, naqueles dias de preguiça, ou, para os dias de mais inspiração, como acompanhamento para um filé de peixe grelhado ou um tornedor de filé mignon. Com ou sem acompanhamento, este é mais um para minha lista de risotos apaixonantes (só de lembrar, já senti saudades).

Deu vontade? Assista aqui ao programa 

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