Colcha de contos populares
Em uma época nem tão distante assim, três atores canastrões fazem parte de uma companhia mambembe e ganham a vida circulando com sua tenda cênica de lugarejo em lugarejo. Esse é o cenário remontado pela Cia. Catibrum Teatro de Bonecos, de Belo Horizonte, no espetáculo "Malasartes", que faz sua estreia nacional no "Diversão em cena", projeto da ArcelorMittal.
A peça, com entrada gratuita, será apresentada neste domingo, às 16h, no Teatro Solar, e será a quarta a entrar para o repertório do grupo, fundado em 1991 por Adriana Focas e Lelo Silva. Nessa empreitada, o Catibrum, dirigido por Lelo, conta a história de Pedro Malasartes, personagem do imaginário popular, próprio das culturas portuguesa e brasileira. Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, a figura é um exemplo de burlão invencível, astucioso, cínico e sem escrúpulos, mas sempre alegre. Amácio Mazzaropi, em seu filme "As aventuras de Pedro Malasartes", de 1960, apresentou um sujeito atrapalhado e de coração mole, mas sempre aplicando golpes para ganhar dinheiro.
Os bonecos-atores se revezam em vários papéis, o que, segundo Lelo, simplifica a estrutura da montagem. Em entrevista ao site Uai, durante o processo de criação, o diretor afirmou estar retornando às origens ao pesquisar o boneco de luva, primeira técnica utilizada pela trupe. "Está superdivertido", garantiu. Vários contos populares como "O homem que enganou a morte", "A roupa nova do rei" e "As aventuras de Pedro Malasartes" foram costurados para compor o espetáculo, formando uma cômica colcha de retalhos, com os bastidores expostos ao público.
A peça propõe uma viagem ao mundo mágico do teatro de bonecos e às manifestações da cultura popular, fonte de trabalho do Catibrum, que está sempre em turnês pelo interior de Minas Gerais e participa de festivais por todo o país. De acordo com o Uai, Malasarte será encenado em Belo Horizonte, na rua, no dia 25 de agosto.
Domingo, às 16h
Entrada gratuita
Teatro Solar
(Avenida Itamar Franco 2.104)









