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Afro Museu entra em pauta em Juiz de Fora

Após reunião na última terça-feira, Funalfa, Secretaria de Planejamento do Território e Participação Popular e Câmara devem consolidar grupo de trabalho


Por Gabriel Ferreira Borges

11/06/2021 às 07h00

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Martvs das Chagas, Giane Elisa Sales de Almeida e Juraci Scheffer reuniram-se para iniciar as conversas sobre a instalação do Afro Museu (Foto: PJF/Divulgação)

As discussões sobre a criação do Afro Museu, sobre a contribuição histórica da população negra de Juiz de Fora e região, foram deflagradas. A diretora-geral da Funalfa, Giane Elisa Sales de Almeida, o secretário de Planejamento do Território e Participação Popular (Seppop), Martvs das Chagas, e o presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, Juraci Scheffer (PT), reuniram-se, na última terça-feira (8), para alinhar as tratativas entre Executivo e Legislativo. A tendência é que um grupo de trabalho deve ser criado “para elaborar um plano museológico, contendo, dentre outras (coisas), a metodologia de implementação, estatuto, acervo e pretensa estrutura física”, conforme a Seppop. Entretanto, não há data para a instituição do grupo.

O coletivo deve reunir, a princípio, representantes da Seppop e da Funalfa, bem como da Câmara. Além disso, a sociedade civil também terá cadeiras. Martvs relembra que a ideia é gestada já há muito tempo entre ativistas locais do movimento negro. “É algo ainda em construção. Não tem nada pronto”, pondera, ressaltando a necessidade de reunir profissionais como curadores e museólogos. “Estamos formatando um grupo de trabalho, que pretendemos ampliar. A Seppop cuida do orçamento e do planejamento de Juiz de Fora, mas também da participação popular em quaisquer obras, ações e programas que venham a ser desenvolvidos, como o Afro Museu. Vamos tentar construir junto com a comunidade, não apenas com a população negra, mas com a cultura e os defensores e ativistas humanos.”

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O Afro Museu, relembra Martvs, é uma proposta do plano de governo da prefeita Margarida Salomão. “Seria um museu de referência da população negra, tanto do ponto de vista da contribuição histórica, efetiva e da formação da identidade da cidade e da região, como também para não esquecermos o que foi a escravidão, um período de violência exacerbada e desumidade.” O secretário aponta referências de museus análogos, como o Museu do Escravo, em Belo Vale, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o Museu Afro Brasil, em São Paulo. “Temos que beber de várias contribuições para chegar a uma proposta que caiba em Juiz de Fora. Já temos ideia de acervo, mas temos que verificar as referências.”

A Funalfa e a Câmara Municipal já dialogam por meio do grupo de trabalho para firmar ações e convênios sobre o patrimônio histórico e material da cidade, bem como de divulgação cultural por meio da JFTV Câmara. À época, o Legislativo já havia sinalizado à Tribuna a cessão do Palácio Barbosa Lima para ser um um equipamento público “que valorize historicamente as etnias enraizadas em Juiz de Fora” após eventual realocação do Legislativo no atual Fórum Benjamin Colucci.

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