Voz que se revela

Nascida em Palma, Laura Jannuzzi decidiu seguir a carreira musical após participar do Encontro de Compositores, em 2012

Primeiro trabalho da cantora e compositora teve produção de Nando Costa
Agora chegou a vez dela. A cantora e compositora Laura Jannuzzi se apresenta nesta quinta-feira, no Muzik, para promover o lançamento de seu álbum de estreia, “Ondes”, produzido de forma independente. Além das canções de seu primeiro registro sonoro, Laura vai interpretar canções de artistas locais como Jabu Morales e Nega Lucas (“Moacir”) e da paulista Verônica Ferriani (“De boca cheia”). No palco, a artista terá as participações especiais da também cantora Juliana Stanzani e do acordeonista Márcio Guelber. Já a banda que a acompanha é formada por João Cordeiro (bateria), Marcelo Mattos (baixo), Nando Costa (guitarra), Rick Guilhem (percussão), Pablo Garcia (teclado) e Renato da Lapa (violão).
O show marca o lançamento oficial do álbum em seu formato físico, mas desde fevereiro era possível encontrá-lo para venda no iTunes e audição em serviços de streaming como o Spotify. Quem quiser poderá, ainda, fazer o download do trabalho pelo site da cantora (www.laurajannuzzi.com.br). “Ondes” é resultado do trabalho de produção e gravação realizado entre novembro de 2013 e junho de 2014 no estúdio de Emmerson Nogueira em São João Nepomuceno, com produção de Nando Costa, que a princípio seria um projeto mais acanhado. “A proposta inicial era gravar um EP de cinco músicas, que seria mais rápido e barato, mas no meio do processo decidimos fazer um álbum com 11 músicas.
Quem deu esse incentivo foi o próprio Emmerson, que ofereceu o estúdio. Não podia perder a oportunidade”, conta Laura. Foi hora, então, de escrever mais algumas músicas, fazer novos arranjos – sendo que uma das canções, “Diário”, foi terminada dentro do estúdio. “Trabalho totalmente por intuição, inspiração, preciso ter um estímulo. Por isso, ter que fazer música com um prazo definido foi um desafio, mas ele (Emmerson) me deixou à vontade, e isso ajudou muito”, diz Laura Jannuzzi, que aproveitou a “missão” para realizar mais – e novas – parcerias. Esse intervalo entre os dois períodos de gravação, de acordo com ela, ajudou a colocar suas composições em perspectivas afetivas e temáticas diferentes. “Acho que fica clara nas músicas da primeira fase a conexão com minha cidade natal, Palma, enquanto que a segunda tem mais essa coisa de asfalto, de cidade, pois moro há dez anos em Juiz de Fora.”
No lugar do consultório, o palco
A vida na cidade grande foi fundamental, inclusive, para que Laura mergulhasse no mundo da música, abandonando o curso de medicina. “Eu não via música como profissão, mas isso mudou quando fui ao Encontro de Compositores, em 2012, e tive contato com os compositores da cidade. Eu me vi ali, percebi que era aquilo que queria. Interpretei ‘Viagem astral’ e tive um feedback legal, recebi o apoio que precisava”, relembra. A primeira apresentação, destaca, foi um pocket show realizado em 2013, também no Encontro de Compositores, mas o que ela considera o primeiro show realmente “seu” foi realizado em 2014, na Livraria Liberdade, com Estevão Teixeira.
Difícil foi, segundo ela, explicar para a família que o caminho dela, agora, seria outro, após cinco anos fazendo o curso de medicina. “Foi muito complicada a decisão, principalmente em relação à família, porque você está seguindo um caminho… eu gosto de medicina, mas a questão da música foi um chamado. Faltava pouco para concluir o curso, apenas dois anos, e me questionei sobre o que desejava fazer no futuro, e vi que queria estar compondo, fazendo música.” Apesar de não ser fácil, a família acabou sendo fundamental para a concretização do sonho de lançar o primeiro álbum, da mesma forma que foram pai e mãe que, desde cedo, pavimentaram de forma indireta o caminho da jovem artista. “Sou muito ligada à música desde pequena. Minha mãe tocava violão, e meu pai era colecionador de discos, ouvia muita música em casa. Comecei a tocar aos 14 anos e, aos 15, ganhei meu primeiro violão e arriscava algumas composições.” Compor, aliás, é algo que Laura Jannuzzi continua fazendo. “Sigo fazendo minhas músicas, e algumas podem até entrar nos próximos shows. Estou com novas parcerias, e sempre procurando elaborar ainda mais as melodias.”
LAURA JANNUZZI
Nesta quinta-feira,
às 21h Café Muzik
(Rua Espírito Santo 1.081)









