Cine-Theatro Central amanhece todo pichado

Marcas foram percebidas na manhã desta terça (9)
*Atualizada às 17h26
Pouco mais de um mês depois de a Tribuna noticiar o aparecimento de pichações na parede dos fundos do Cine-Theatro Central, novas marcas de vandalismo foram feitas no prédio histórico no Centro da cidade. Siglas de facções criminosas como CVC (Comando Vermelho da Capital), ADA (Amigos dos Amigos) e referências a gangues de bairros de Juiz de Fora foram pichadas nas três laterais do teatro. Somente a fachada escapou da ação criminosa.
O assunto gerou repercussão na internet, a partir de postagem de fotos das pichações no Instagram e no Facebook do fotógrafo Aelson Amaral. "Acho isso um absurdo. Na segunda, as laterais estavam limpas, e, quando cheguei para trabalhar, na terça, vi as pichações", comenta Aelson. Assim como no final de agosto, quando o diretor teatral Gueminho Bernardes postou fotos de pichações na parte de trás do teatro, uma discussão foi aberta sobre a diferença entre grafite e pichação. "Isso aí é pichação pura. Muito diferente de grafite. A pichação tem o propósito de vandalismo e relação com grupos criminosos de marcar território. Já o grafite está inserido num contexto cultural, objetiva levar vida, cor e mensagens a espaços degradados. Grafiteiros elaboram sua arte e a entregam para o deleite do público, não para ofender o patrimônio alheio", comentou a jornalista Luciane Toledo.
A assessoria de comunicação da Pró-reitoria de Cultura da UFJF, responsável pela administração do Cine-Theatro Central, informou que a demanda em relação à segurança do espaço já foi encaminhada para a administração superior da Universidade e para a secretaria de segurança da mesma. Em nota, o pró-reitor de Cultura José Alberto Pinho Neves informou que se posicionou sobre o assunto em nota de 28 de agosto deste ano, e que tem "feito tudo ao seu alcance em sua esfera de ação, jamais extrapolando, porém, a competência de outras áreas estabelecidas pela Universidade".
O responsável pela segurança da UFJF, José Carlos Tostes, afirmou que, por estar em uma via pública, o Central não pode receber a ação da segurança armada da UFJF. Em seu entendimento, a responsabilidade não é da instituição. "É preciso que haja um diálogo com o município e com a Polícia Militar, por exemplo. Nenhuma conversa aconteceu. Acredito que isso será feito."









