SES registra quatro casos de sarampo em Juiz de Fora
Cataguases e Miraí, na Zona da Mata, também têm comprovações da doença
Juiz de Fora registrou quatro casos de sarampo neste ano, conforme boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), publicado na sexta-feira (24). Além do município, Cataguases (2) e Miraí (1), na Zona da Mata, também tiveram ocorrências da doença em 2020. O levantamento, contudo, não traz informações sobre os pacientes, nem a data exata em que as notificações foram registradas.
Em todo o estado, desde o início do ano, foram confirmados 21 casos. As confirmações correspondem aos municípios de Belo Horizonte (8), Betim (1), Cataguases (2), Conselheiro Lafaiete (2), Iturama (1), Juiz de Fora (4), Miraí (1), São Sebastião do Paraíso (1) e Três Pontas (1).
Conforme o documento estadual, 42 casos ainda estão sendo investigados em Minas Gerais. Desde o início do ano, 225 notificações prováveis de sarampo foram registradas em 84 municípios mineiros. No entanto, deste total, 161 já foram descartadas para a doença.
Manifestações da doença
O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa inicialmente com febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo), sintomas respiratórios e oculares.
Conforme a SES, no quadro clínico clássico, as manifestações incluem tosse, coriza, rinite aguda, conjuntivite, fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). A evolução da doença pode originar complicações infecciosas com amigdalites (mais comum em adultos), otites (mais comum em crianças), sinusites, encefalites e pneumonia, que podem levar a óbito. As complicações frequentemente acometem crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade.
A única maneira de evitar o sarampo é por meio da vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta: características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.
Esquema vacinal
Até o momento, devem se vacinar todas as crianças de 6 a 11 meses (dose zero); crianças que completarem 12 meses (1ª dose) e aos 15 meses de idade (última dose por toda a vida).
Caso a pessoa tenha tomado apenas uma dose até os 29 anos de idade, ela deverá completar o esquema de vacinação com a segunda dose. Quem não tomou nenhuma dose ou não se lembra de ter sido vacinado contra o sarampo, e tem até 29 anos, deverá receber as duas doses. Entre os 30 e 59 anos, nessas condições, é necessária apenas uma dose. As vacinas estão disponíveis na rede pública de saúde.









