Polícia Militar do Meio Ambiente alerta para período de queimadas
Apenas no ano passado, na região 4 Cia MAmb, foram registrados 170 hectares de áreas queimadas e mais de R$ 172 mil em multas
Com a chegada do período de estiagem na região da Zona da Mata de Minas Gerais, a prática ilegal das queimadas desperta a preocupação da Polícia Militar do Meio Ambiente. Ao longo do ano passado, apenas na região da 4a Companhia de Meio Ambiente da Polícia Militar (4Cia MAmb) foi registrado um total de 170 hectares de áreas queimadas, o que corresponde a 238 campos de futebol.
Além de colocar em risco a fauna e a flora, as queimadas também afetam a vida de pessoas. Segundo o comandante do Pelotão do Meio Ambiente em Juiz de Fora, tenente Júlio César de Almeida, incêndios em beiras de estradas aumentam o risco de acidentes com condutores. Na última terça-feira (26), a Polícia Militar registrou uma ocorrência na MG-353, na altura do Bairro Granjas Guarujá, de incêndio nas árvores próximas à rodovia. De acordo com a companhia, a queimada provocou uma cortina de fumaça e interrompeu o trânsito na região.
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Provocar incêndio em vegetação é crime
No ano passado, a PM identificou infratores que provocaram as queimadas em 35 ocorrências. No total, foram emitidas R$ 172.550 em multas. “Nossa área de atendimento é muito extensa, mas contamos com o apoio de toda população, com denúncias pelo telefone do Pelotão para podermos identificar e punir aqueles que desrespeitam as leis”, explica Almeida.
Queimadas em áreas privadas é crime, alerta PM
As queimadas em áreas particulares também são consideradas crime ambiental. Entre os riscos provocados por essa ação estão desde a evasão de animais para a área urbana até o descontrole do fogo atingir as residências. “Os animais são os que mais sofrem. Eles perdem o habitat natural, a comida, o refúgio. E vão procurar abrigo nas ruas, estradas, casas. O risco de acidentes acaba aumentando.”
Incêndio em áreas de preservação
No ano passado, as áreas de preservação, como o Parque Estadual de Ibitipoca e a Serra do Brigadeiro sofreram com um grande número de incêndios, que na maioria dos casos foram provocados pela ação do homem.
“Foram três grandes focos em Ibitipoca e dois na Serra do Brigadeiro. Quando as pessoas forem fazer seus passeios, devem levar uma sacolinha de lixo com elas. Uma binga de cigarro, um pedaço de vidro ou de alumínio podem iniciar um incêndio, que vai consumir o que temos de mais importante: nosso planeta”, orienta o tenente.









