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Audiência pública discute obra em estação de tratamento da Cesama

Uma audiência pública, na Câmara Municipal, na tarde desta quinta-feira (27), discutiu a situação da Estação de Estação de Tratamento de Água do Distrito Industrial, conhecida como ETA-CDI. Parte da estrutura, que atendia o Ribeirão Espírito Santo e foi ampliada para atender o recurso proveniente da Represa Chapéu D’Uvas, apresenta rachaduras que impedem sua utilização […]

Por Tribuna

27/08/2015 às 18h31

Uma audiência pública, na Câmara Municipal, na tarde desta quinta-feira (27), discutiu a situação da Estação de Estação de Tratamento de Água do Distrito Industrial, conhecida como ETA-CDI. Parte da estrutura, que atendia o Ribeirão Espírito Santo e foi ampliada para atender o recurso proveniente da Represa Chapéu D’Uvas, apresenta rachaduras que impedem sua utilização plena. Desta forma, não é possível trazer volume maior de água do manancial, o que compromete as outras represas.

O vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT), que pediu a realização da audiência, lembrou que uma comissão formada por outros parlamentares esteve na estação no mês de abril para apurar a situação, denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Distribuição de Água e Esgoto (Sinágua). Segundo ele, o objetivo do novo encontro era descobrir a evolução do problema, e se alguma solução havia sido apontada. Conforme o diretor de Desenvolvimento e Expansão da Cesama, Marcelo Mello do Amaral, já há sugestões de como corrigir a falha, causada pela movimentação do solo, mas isso não será feito no momento. Isso porque a companhia impetrou ação na Justiça para responsabilizar a empresa de engenharia responsável pelo projeto pelos problemas na obra. “Vamos aguardar a decisão da Justiça e cumpri-la. Ao mesmo tempo, continuamos monitorando o deslocamento e iremos agir se houver algum risco a qualquer trabalhador do local.”

O representante da Cesama fez todo um histórico do problema da ETA-CDI, desde que as obras de ampliação foram iniciadas, em 2009. Foi citado por ele que, ainda em 2010, a empresa vencedora de licitação pública, que executou o projeto, fez questionamentos sobre o tipo de fundação previsto no projeto, paralisando a construção por um período. No entanto, na época, o projetista ratificou o projeto, embora a obra tenha passado por alguns problemas, de compactação do solo principalmente, todas informadas à empresa responsável pelo projeto.

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“Em março de 2012 observou-se deslocamento entre as partes novas e antigas, mas algo pequeno, em milímetros, o que era esperado e compatível com a intervenção que era feita. Mas quando começamos os testes operacionais de carga, em janeiro de 2014, vieram deslocamentos muito maiores”, explicou Marcelo, acrescentando que foi aberto, naquele ano, procedimento administrativo para verificar responsabilidades. “Com base no relatório apresentado pelo especialista contratado pela Cesama, em agosto de 2014, solicitamos ao projetista as correções necessárias. Eles fizeram ressalvas à época, mas nos entregaram um projeto de estabilização do solo. No entanto, quando novos testes de cargas foram feitos, após a intervenção, em abril deste ano, observamos novas movimentações.”

A empresa, então, foi acionada judicialmente para apresentar justificativas, já que apenas esta obra de estabilização custou aos cofres públicos cerca de R$ 500 mil, valor este que a Cesama pretende reaver por meios legais.

O presidente do Sinágua, Edinaldo Ladeira Ramos, disse, em audiência, que denuncia as irregularidades desde 2012. Ele se mostrou preocupado com o fato de ser necessário ainda mais dinheiro para colocar a parte da ETA-CDI ampliada em funcionamento. Conforme o projeto inicial, a capacidade de tratar água no local subiria de 600 para 1.200 litros por segundo. Para se ter ideia de quanto isso representa, o município precisa, hoje, de cerca de 1.500 litros por segundo para que não falte água a nenhum consumidor. “Vamos pagar esta conta, com redução de hora extra, como já acontece, da faxina e até do nosso cafezinho. Precisamos de uma atitude, porque se estivesse funcionando, João Penido estaria poupada e o racionamento não estaria desta forma.”

 

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