Gestantes imunizadas com AstraZeneca receberão 2ª dose de Pfizer em Juiz de Fora
Prefeitura confirmou que seguirá recomendação divulgada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (SS/PJF) confirmou que vai seguir a nota técnica emitida pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (23) e vai imunizar gestantes e puérperas com a segunda dose de Pfizer. A recomendação é para as mulheres que receberam a primeira dose do imunizante AstraZeneca, que teve o uso interrompido para este público após um caso de óbito suspeito no Rio de Janeiro, em maio. Caso não haja a disponibilidade do imunizante norte-americano, os técnicos do MS recomendam a utilização da Coronavac ao grupo. De acordo com a Prefeitura, as mulheres deverão comparecer ao Círculo Militar na mesma data prevista para retorno que consta no cartão de imunização. A orientação é seguida pela Secretaria de Estado de Saúde.
Em Juiz de Fora, a vacinação de grávidas e puérperas com AstraZeneca ocorreu entre os dias 7 e 10 de maio, totalizando 151 grávidas e 99 puérperas imunizadas. Dado o espaçamento de três meses preconizado para a vacina, a imunização com a segunda dose ocorreria ao longo das próximas duas semanas.
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Intercambialidade de doses
A possibilidade de aplicação de vacinas de diferentes produtores também passa a ser recomendada pelo Ministério da Saúde para “situações de exceção, onde não for possível administrar a segunda dose da vacina com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país”. Como exemplos, o MS cita os indivíduos que receberam a primeira dose de vacina em outro país e que estão no Brasil no momento de receber a segunda dose.
Nesses casos, afirma o Ministério da Saúde, “a segunda dose deverá ser administrada no intervalo previamente aprazado, respeitando o intervalo adotado para o imunizante utilizado na primeira dose”.
Tensão, mobilização e alívio
A recomendação deve resolver a situação de futuras mães, como a empresária Cássia Motta, que vacinou no dia 10 de maio com a AstraZeneca e tinha a segunda dose marcada para o dia 6 de agosto. “A gente teve um alívio muito grande, eu até chorei quando tomei a vacina. Eu já estava em uma angústia muito grande de viver em meio a uma pandemia, com muitas mortes”, relata.
A tranquilidade deu lugar à preocupação quando, no dia seguinte, a vacinação com o imunizante foi interrompida. Mulheres que passavam pelo mesmo problema criaram o grupo @d2gestantesastrazeneca no Instagram para organizar ações de cobrança aos órgãos públicos para ter uma definição.
A orientação emitida previamente pelo Ministério da Saúde, que recomendava a vacinação apenas após 45 dias do parto, era considerada insuficiente. “Com essa decisão do Ministério da Saúde, eu tomaria a vacina apenas em dezembro. Ficaria com sete meses de intervalo entre as doses ao invés de três, e não existe estudo que fale que eu estou protegida durante sete meses”, argumenta Cássia.
Agora, pouco mais de uma semana antes da data prevista para a segunda dose, a juiz-forana tem o alívio de poder completar a imunização no prazo correto. “Estou extremamente aliviada, desde sexta-feira, por saber que eu tenho o respaldo (da nota técnica). O que a gente queria era não ter esse desgaste todo num momento tão frágil, mas estou na expectativa (para a imunização)”, conclui.








