a GRAD trabalha no resgate de animais na Zona da Mata e amplia rede de apoio veterinário

GRAD trabalha no resgate de animais na Zona da Mata e amplia rede de apoio veterinário

GRAD atende ocorrências desde terça e reforça necessidade de acolhimento temporário


Por Mariana Souza*

26/02/2026 às 15h00

Com as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora nos últimos dias, muitas famílias precisaram evacuar às pressas e acabaram se separando dos animais. Para atender a essas ocorrências, o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD) atua na cidade e na região com equipes voltadas ao resgate e à assistência veterinária, tanto para animais levados aos abrigos quanto para aqueles que ficaram em áreas de risco. Até o momento, o grupo informa ter resgatado 35 animais na região.

O GRAD é uma organização voluntária que reúne mais de 100 integrantes de diferentes estados e áreas de atuação. O grupo presta ajuda humanitária em situações de desastre, com foco no resgate e no atendimento de animais e no apoio a famílias em condição de vulnerabilidade.

Resgate de animais após chuvas em Juiz de Fora é realizada pelo GRAD
Grupo de Resposta a Animais em Desastres trabalha em Juiz de Fora e região desde terça-feira (Foto: GRAD/ Divulgação)

A voluntária Flávia Trindade explica que três equipes – formadas por bombeiros, médicos-veterinários e resgatistas – trabalham desde terça-feira (24) atendendo a diferentes demandas. Segundo ela, a principal frente é o resgate de animais em imóveis interditados ou em locais onde os moradores não conseguem retornar por causa do risco. “Muitos saíram com pressa e deixaram seus animais em casa; como não podem voltar, nós vamos até o local para resgatar e entregar ao tutor”, relata.

Resgates e abrigos

Nos abrigos montados em escolas, os tutores podem permanecer com seus animais, desde que sejam seguidos protocolos sanitários, como avaliação de saúde, vacinação e desparasitação interna e externa. Além disso, o GRAD informa que mobilizou uma rede de apoio com clínicas para atendimentos emergenciais e internações, e com pet shops que colaboram com serviços como banho e tosa.

Nos casos em que o animal é resgatado sem identificação do responsável – ou quando o tutor não é localizado -, a equipe busca, quando possível, um lar temporário, com avaliação individual de cada situação. A Flávia ressalta que as ações ocorrem em conjunto com a Secretaria de Bem-Estar Animal, que mantém atendimento 24 horas e atua, entre outras frentes, na distribuição de ração e vasilhas nos locais com desabrigados e no recolhimento de animais mortos, com apoio de empresa parceira para sepultamento.

Já para moradores que não conseguem sair com o animal, a Secretaria informa que não realiza resgates em áreas alagadas ou com risco de desmoronamento, mas funciona como ponto de apoio para o recebimento dos animais no Canil Municipal. Para solicitar auxílio, Flávia afirma que o GRAD tem recebido pedidos pelo Instagram da organização.

Falta de lares temporários

O vereador Vitinho (PSB) afirma que a demanda por resgates aumentou nos últimos dias e relata casos de animais deixados para trás durante a evacuação, alguns presos dentro dos imóveis ou acorrentados.

“Estamos com uma demanda muito alta. No Bairro de Lourdes, há pedido para cinco animais que ficaram para trás em uma casa. No Bairro Esplanada, 10 gatos que tivemos que resgatar. E a tendência é aumentar”, diz.

Ele acrescenta que, diante do volume de chamados, cresce a necessidade de voluntários dispostos a oferecer lares temporários até que as famílias consigam retornar às casas ou reorganizar a moradia.

*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

Tópicos: chuvas / juiz de fora

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