Motociclista de aplicativo é preso por suspeita de importunação sexual contra passageira em JF
Vítima pediu corrida no Jardim Esperança; condutor teria exibido órgão genital e a chamado para ato sexual; homem foi banido da plataforma
Uma mulher, de 23 anos, denunciou um motociclista de aplicativo, 29, por importunação sexual, depois de solicitar uma corrida no Bairro Jardim Esperança, Zona Sudeste de Juiz de Fora. A passageira relatou à Polícia Militar que, durante a corrida, o condutor mudou o trajeto sob a afirmação de que precisava parar para urinar. No entanto, quando ele retornou ao veículo, estaria exibindo seu órgão genital. O suspeito chamou a jovem para a prática do ato sexual, o que foi negado por ela. Não satisfeito, o homem teria continuado o trajeto acelerando a motocicleta por diversas vezes até chegar ao destino final.
Com as informações repassadas por ela, a Polícia Militar chegou até o condutor que confirmou ter parado para urinar. No entanto, ele negou ter mostrado o órgão sexual à vítima e ter feito o convite para o ato sexual. O autor foi apresentado à delegacia para as providências decorrentes.
De acordo com a Polícia Civil (PC), o caso foi recebido na Delegacia de Plantão, onde a autoridade policial realizou um Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD), ratificando a prisão do suspeito, que foi encaminhado para o sistema prisional. Ainda conforme a PC, o procedimento foi remetido para a Justiça.
À Tribuna, a Uber informou que o motorista foi banido da plataforma. Em nota, a empresa também enfatizou que repudia crimes como este. “A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes”, afirmou, em nota.
“A Uber conta com um canal de suporte psicológico, desenvolvido em parceria com o MeToo, que foi oferecido à vítima. Além disso, a empresa se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, nos termos da lei (…) segurança é uma prioridade para a Uber e inúmeras ferramentas atuam antes, durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas. Entre as ferramentas estão, por exemplo, o compartilhamento de localização, gravação de áudio, gravação de vídeo, detecção de linguagem imprópria no chat e botão de ligar para a polícia – que em alguns estados já funciona de forma integrada com o serviço 190”, complementa, no posicionamento à reportagem.

Confira parte do posicionamento da Uber enviado à Tribuna:
“A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes. O motorista parceiro foi banido da plataforma.
A Uber conta com um canal de suporte psicológico, desenvolvido em parceria com o MeToo, que foi oferecido à vítima. Além disso, a empresa se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, nos termos da lei.
Segurança é uma prioridade para a Uber e inúmeras ferramentas atuam antes, durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas. Entre as ferramentas estão, por exemplo, o compartilhamento de localização, gravação de áudio, gravação de vídeo, detecção de linguagem imprópria no chat e botão de ligar para a polícia – que em alguns estados já funciona de forma integrada com o serviço 190. Evitar que algo aconteça sempre é uma prioridade para empresa, que também investe em iniciativas de produção e distribuição de conteúdo para conscientização de motoristas parceiros, baseada no Código da Comunidade Uber, em parceria com organizações como o MeToo Brasil.
No entanto, a Uber entende que a violência de gênero é um problema social complexo e sistêmico que demanda ação conjunta de toda a sociedade. Por isso, a empresa possui, desde 2018, um compromisso público de enfrentamento à violência contra a mulher, que se materializa em uma série de parcerias com especialistas e autoridades no assunto para colaborar na construção de projetos e iniciativas para enfrentar essa realidade no aplicativo e na sociedade como um todo.
Como parte desse compromisso, a Uber apoiou uma pesquisa do Instituto Patrícia Galvão que mostrou que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade e que 71% das mulheres já sofreram violência durante seus deslocamentos, principalmente a pé (73%) ou no ônibus (45%). Além disso, em parceria com o MeToo, a Uber criou o canal de suporte psicológico voltado para usuárias(os) e motoristas parceiras(os), que acolhe vítimas de violência de gênero e de condutas discriminatórias.
A plataforma encoraja que as pessoas reportem qualquer coisa que tenha feito elas se sentirem desconfortáveis. A Uber conta com uma equipe de suporte disponível 24/7, que analisa individualmente caso a caso, entra em contato com os envolvidos e analisa os materiais disponíveis (trajeto da viagem, gravações etc.) para tomar as medidas cabíveis. A Uber também está sempre à disposição para colaborar com as autoridades, nos termos da lei.
Vale destacar ainda que a Uber possui diversas parcerias de enfrentamento à violência de gênero e apoio às mulheres vítimas de violência doméstica com o Ministério das Mulheres do Governo Federal, Conselho Nacional de Justiça, Instituto Maria da Penha, Ministério Público da Bahia e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre outras.”
Tópicos: aplicativo / jardim esperança / Motociclista / motorista / zona sudeste









