Justiça nega habeas corpus a jornalista
Ela é investigada em inquérito policial que apura o chamado golpe do testamento e as circunstâncias da morte de advogado
A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa da jornalista Denise de Assis Zaghetto, 52 anos, presa no último dia 2. Ela é investigada em inquérito policial que apura o chamado golpe do testamento e as circunstâncias da morte do advogado aposentado, Simeão Cruz, 80. O idoso foi sepultado no dia 13 de maio, no Parque da Saudade, dois dias após assinar um testamento, deixando como herdeiros ela e o cuidador dele, um homem, 59 anos. O homem também foi preso um dia depois da jornalista.
A prisão de Denise ocorreu em virtude de um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Juiz de Fora. Ela foi presa quando chegava a sua casa, no Bairro Bom Pastor, na Zona Sul, e não ofereceu resistência. Após sua prisão, ela foi encaminhada para a Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires. As investigações sobre o caso envolvendo a morte do idoso e um possível estelionato tiveram início há quase dois meses, quando a família de Simeão procurou a Polícia Civil.
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Conforme as apurações, Simeão foi enterrado às pressas sem que os parentes fossem comunicados da morte. O corpo dele foi exumado a pedido do delegado à frente do caso, Eurico Cunha Neto. À Tribuna, o delegado informou que solicitou as prisões preventivas dos investigados, pois, caso ficassem soltos, poderiam atrapalhar as investigações.
Na casa dos investigados, foram apreendidos celulares, notebook, documentos, medicamentos e R$ 8.700, que seriam provenientes de um saque de R$ 40 mil realizado na conta de Simeão. Ainda é investigado o destino de R$ 39 mil referentes à venda do veículo do aposentado.
Sobre o testamento, o delegado afirmou que o documento foi feito pela jornalista e levado até o idoso (em sua residência), dois dias antes de ele morrer. À época, o delegado disse que o aposentado teria assinado o documento de forma debilitada. O testamento foi assinado por três testemunhas, sendo elas uma amiga, 57, e um ex-namorado da jornalista, 58, além de um ex-motorista de Simeão, 28, que, segundo Eurico, não estavam presentes no momento da assinatura.









