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Subnotificação de casos de violência em unidades de saúde preocupa

A discussão sobre a violência contra trabalhadores de unidades de saúde foi tema de uma audiência pública na Câmara Municipal na tarde desta segunda (22). A preocupação maior entre os presentes se deve à questão da subnotificação de casos de ameaça, agressão e crimes contra o patrimônio nos equipamentos públicos, na visão dos sindicalistas. A […]

Por Wendell Guiducci

22/08/2016 às 20h45- Atualizada 23/08/2016 às 08h03

A discussão sobre a violência contra trabalhadores de unidades de saúde foi tema de uma audiência pública na Câmara Municipal na tarde desta segunda (22). A preocupação maior entre os presentes se deve à questão da subnotificação de casos de ameaça, agressão e crimes contra o patrimônio nos equipamentos públicos, na visão dos sindicalistas. A PM, por sua vez, afirmou que, só neste ano, foram 19 casos registrados na área do 27º Batalhão. No encontro, cobrou-se ainda a presença da Guarda Municipal e de policiais militares nas unidades a fim de se garantir a segurança. A cidade possui hoje 63 unidades de atendimentos primário à saúde (Uaps), que prestam 2.500 atendimentos diários.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, afirmou que são 22 casos de violência registrados junto à Ouvidoria de Saúde do Município, número que aponta para a subnotificação diante da falta de conhecimento da categoria, como a agressão à uma funcionária do PAM Marechal no mês passado. Já o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora (Sinserpu), Amarildo Romanazzi, cobrou a criação de um canal para que os trabalhadores dessas unidades possam denunciar estes tipos de violência e possam acompanhar a ação, evitando assim a cultura da impunidade.

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Segundo o capitão do 27º Batalhão da PM, Alessandro Fontainha, em um levantamento de ocorrências registradas em unidades de saúde, foram registrados, este ano, 19 casos na área coberta pela corporação. Os casos são de tentativa de arrombamento, furto e ameaças a funcionários públicos, registro de mau atendimento e um abandono de incapaz. “A orientação da PM aos gestores é que não deixem de registrar a ocorrência policial”, disse.

O subsecretário de Atenção Primária, Thiago Horta, explicou que o temor de funcionários de Uaps se dá por três razões: a insatisfação de pessoas com o atendimento prestado, o crime contra o patrimônio, como em caso de assaltos e roubos e a localização dessas unidades em áreas de conflitos, como o caso denunciado pela Tribuna em julho, de uma Uaps na Vila Esperança II, na Zona Norte, cujos trabalhadores e moradores reclamaram da falta de segurança para frequentar o local. Ele reforçou a atenção da secretaria às demandas.

Já o titular da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania, José Armando da Silveira, destacou a necessidade de manter o diálogo e de reformular a Guarda Municipal, aumentando o efetivo para atender a áreas diferentes do Centro. O efetivo hoje é de 97 agentes para atender a todo o município. O proponente da audiência, o vereador Antônio Aguiar (PMDB), destacou a necessidade de uma ação integrada entre secretarias e a PM, para garantir a segurança, observando ainda a necessidade de se oferecer oportunidades de lazer e cultura nas comunidades para evitar o descontentamento da população com o serviço público, gerando atos de violência no âmbito das unidades.

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