Delegacia de Mulher investiga incêndio em apartamento na Getúlio

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso de incêndio no apartamento de um prédio residencial localizado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. Na manhã desta segunda-feira (20), a proprietária do imóvel, 62, prestou depoimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e apontou o filho dela, 25, como principal suspeito de ter ateado fogo no local. Conforme a delegada Ângela Fellet, titular da Especializada, o homem teria tentado contra a vida da própria mãe. A mulher, inclusive, já havia solicitado medida protetiva contra ele, pois, há anos, vem sendo ameaçada de morte. Em 2015, o acusado se envolveu em uma confusão em um hospital ao agredir a mãe e funcionários na unidade de saúde.
Conforme o boletim de ocorrências, no início da tarde do último sábado (18), vizinhos do apartamento incendiado acionaram os Bombeiros que controlaram as chamas. Cinco viaturas e 18 militares foram empenhados na ocorrência, que não deixou feridos. Em seu depoimento, a mulher disse que, no sábado, o filho enviou mensagens via Whatsapp com ameaças de morte. “Ele seguiu ao endereço, quebrou a porta e ateou fogo dentro de um armário, mas logo as chamas se espalharam”, afirmou a delegada, acrescentando que o homem deve prestar depoimento nos próximos dias.
A Defesa Civil também compareceu ao local e, após avaliação, liberou para que os moradores retornassem aos apartamentos. O imóvel onde ocorreu o incêndio fica no quarto andar do residencial que tem cinco andares e dez apartamentos.
Quebradeira
Em junho de 2015, quando tinha 23 anos, o suspeito promoveu uma quebradeira no Hospital Monte Sinai. Na ocasião, o atendimento de emergência da unidade foi interrompido por pelo menos meia hora, após o tumulto e agressões praticadas pelo fisiculturista. A Polícia Militar foi acionada e deslocou dez viaturas para imobilizá-lo. Em agosto daquele mesmo ano, a Polícia Civil concluiu o caso e apontou que o jovem deveria responder pelos crimes de lesão corporal simples, lesão corporal grave, injúria simples, injúria racial, ameaça e dano ao patrimônio. O delegado responsável, Eduardo de Azevedo Moura, entregou o inquérito à Justiça.









