Setor quer punição mais rígida e legislação restritiva


Por Fabíola Costa

18/12/2016 às 07h00

Para o presidente do Sindicato dos Taxistas Auxiliares (Sind-Auxiliares), Marcelo Mendes, além de massificar as ações, seria preciso aumentar o valor da multa aplicada aos motoristas, hoje pouco superior a R$ 4 mil. Um projeto de lei que aumenta o valor da penalidade está tramitando na Câmara Municipal, mas será engavetado já que o proponente, o vereador Júlio Gasparette (PMDB), não foi reeleito. O mesmo vale para a matéria que estendia, a todos os taxistas, as regras previstas para os novos permissionários. Neste caso, o projeto foi retirado de tramitação e não foi reapresentado.

“O serviço (Uber) está trabalhando de forma ilegal e enganando a população”, diz Mendes, referendo-se à tarifa dinâmica, que é diferenciada de acordo com a oferta e a procura. Sobre o táxi, a avaliação é que o serviço apresenta avanços. “A apresentação individual dos taxistas melhorou, assim como os veículos por conta da renovação da frota.” O taxista esteve em Brasília, na semana passada, cobrando a aprovação da urgência na tramitação do projeto de lei 5.587/16, que trata da regulamentação do transporte individual de passageiros.

A norma prevê que o serviço deverá ser organizado, disciplinado e fiscalizado pelo poder público municipal. O texto original condiciona a prestação do serviço a taxistas. Os manifestantes receberam, da presidência da Câmara dos Deputados, a resposta de que é preciso amadurecer a proposta, antes de votá-la.

Já o representante da Associação dos Taxistas, Luiz Gonzaga Nunes, avalia que ele e outros colegas de profissão não podem reclamar do movimento no mês, já que os táxis rodam em bandeira 2. “Sabemos, porém, que, em janeiro, haverá uma queda acentuada.” Na avaliação de Gonzaga, apesar da chegada da Uber, o passageiro fiel ao táxi não vai abandonar o modal. “O desafio, agora, é fazer diferença no cuidado com o carro e no tratamento ao passageiro.” Para ele, falta gentileza no meio. Sobre a concorrência, Gonzaga avalia que, “apesar de todos os defeitos, o nosso serviço ainda é o mais seguro.”

 

Leia também:
Settra autua quase cem táxistas no semestre

Uber impacta faturamento de taxista

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.